O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o Estado irá utilizar todos os recursos jurídicos e políticos possíveis para defender no Supremo Tribunal Federal (STF) a posse de uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados na divisa com o Pará.
A disputa territorial voltou ao centro do debate após novas audiências de conciliação serem retomadas no STF sob condução do ministro Flávio Dino.
“Vamos brigar com tudo que for possível. A Assembleia está acompanhando isso de muito perto, porque essa área pertence a Mato Grosso”, declarou Max Russi.
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Segundo o parlamentar, moradores da região possuem maior vínculo com Mato Grosso e dependem diretamente dos serviços públicos oferecidos pelo Estado.
“A população que reside ali utiliza os serviços públicos do nosso Estado”, acrescentou.
A área em litígio envolve territórios ligados atualmente a seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.
O governo mato-grossense sustenta que houve erro histórico na definição das divisas estaduais, principalmente em relação à localização de marcos geográficos como o Salto das Sete Quedas.
De acordo com Max Russi, a Procuradoria da Assembleia Legislativa, parlamentares estaduais e equipes técnicas acompanham o processo para fortalecer a defesa dos interesses de Mato Grosso no STF.
O presidente da ALMT também criticou a atuação do governo paraense na região contestada. Segundo ele, o Pará não oferece assistência adequada à população local.
A disputa territorial já havia sido analisada pelo STF em 2020, quando a Corte decidiu manter a área sob domínio do Pará. No entanto, o caso voltou à pauta após novas tentativas de conciliação entre os estados.
Recentemente, o ministro Flávio Dino sugeriu a realização de um plebiscito com moradores da região para ouvir a população afetada pelo impasse.
Em reação à proposta, a governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), afirmou que o Estado não pretende “ceder um palmo” do território reivindicado por Mato Grosso.
A área em disputa possui dimensão semelhante ao estado de Sergipe e envolve interesses econômicos, arrecadação tributária, regularização fundiária e exploração agropecuária.