Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Santuário dos Elefantes em Chapada ganha destaque no Globo Repórter; seis animais resgatados vivem no local

Reportagem exibida na sexta-feira mostrou a rotina dos animais que passaram anos em circos e zoológicos e hoje vivem em uma área de preservação em Chapada dos Guimarães

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A história de seis elefantas que deixaram para trás anos de cativeiro e ganharam espaço para caminhar, tomar banho de barro e explorar a natureza em Mato Grosso foi destaque no Globo Repórter, exibido na noite de sexta-feira (11). A reportagem mostrou o trabalho do Santuário de Elefantes Brasil, instalado em Chapada dos Guimarães, e apresentou a rotina das animais que hoje vivem no local.

Entre as histórias mostradas pelo programa está a de Guillermina, que chegou ao santuário depois de passar anos confinada e, segundo a reportagem, nunca havia pisado na grama. Em Mato Grosso, ela passou a ter contato com terra, água, barro e uma área muito maior para se movimentar.

O espaço atualmente abriga seis elefantas asiáticas: Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby. Todas foram resgatadas depois de passarem parte da vida em circos ou zoológicos. O próprio santuário descreve a missão como oferecer aos animais condições para a recuperação física e emocional depois dos anos vividos em cativeiro.

De cativeiros para uma área de preservação

A mudança de rotina é justamente um dos pontos centrais do trabalho desenvolvido no local. Em vez de viverem confinadas em espaços reduzidos, as elefantas podem percorrer uma área ampla, buscar alimento, explorar diferentes ambientes e estabelecer relações com outros animais da mesma espécie.

A história de Maia ajuda a dimensionar o passado de algumas das moradoras. Segundo o santuário, ela viveu cerca de 30 anos em um circo e, depois de ser retirada de lá, passou outros cinco anos acorrentada em uma propriedade antes de chegar a Chapada dos Guimarães, em outubro de 2016.

Rana, outra moradora do santuário, também passou décadas em cativeiro. Ela viveu aproximadamente 40 anos em um circo e depois foi mantida durante sete anos em um zoológico no litoral brasileiro antes de chegar ao santuário, em dezembro de 2018.

O objetivo, portanto, não é apenas oferecer um lugar para os animais viverem, mas permitir que recuperem comportamentos naturais que foram limitados durante os anos de confinamento.

Sandro pode ser o próximo morador

A reportagem também chamou atenção para uma nova história que pode chegar a Mato Grosso. O elefante Sandro, de aproximadamente 54 anos, vive há décadas no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), e está sendo preparado para uma futura transferência para o santuário na Chapada.

A mudança foi determinada pela Justiça após anos de discussão envolvendo as condições de vida do animal. Para a viagem, Sandro está passando por treinamento para entrar na caixa que será utilizada no transporte. A estrutura pesa cerca de 10 toneladas e foi projetada para garantir a segurança do elefante durante o deslocamento.

O traslado é estimado em cerca de R$ 200 mil e representa uma operação de grande porte. Se a transferência for concluída, Sandro se juntará às seis elefantas que atualmente vivem no local.

Um refúgio para animais marcados pelo cativeiro

O Santuário de Elefantes Brasil foi criado justamente para receber animais que passaram grande parte da vida em condições de confinamento. A organização explica que a proposta é oferecer um ambiente amplo e natural, com espaço para que os elefantes expressem comportamentos que fazem parte de sua natureza.

A presença do santuário também transformou a Chapada dos Guimarães em referência na América Latina quando o assunto é recuperação de elefantes resgatados.

Hoje, seis animais vivem ali. Cada um chegou carregando uma história diferente, mas com algo em comum: depois de décadas marcadas pelo cativeiro, encontraram em Mato Grosso a possibilidade de viver uma rotina mais próxima daquela para a qual a espécie foi naturalmente adaptada.

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