Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
POLÊMICA DO SAMU

Secretário nega fechamento de bases do Samu e defende integração com Bombeiros em MT; veja vídeo

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O secretário de Estado de Saúde, Juliano Mello, negou que haja fechamento de bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Mato Grosso e afirmou que o sistema passa por uma reestruturação com foco na ampliação e na agilidade do atendimento. A declaração foi feita durante participação na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (22).

O tema ganhou repercussão após denúncias de trabalhadores do Samu, que apontaram demissões recentes e criticaram a integração do serviço com o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.

Segundo o secretário, a principal mudança é a centralização das chamadas por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, unificando o atendimento dos números 192 e 193.

“Eu já disse: não há fechamento de bases do Samu em nenhuma região. O que muda para o cidadão é que ele não precisará mais ligar para números de celular, o que gera demora e perda de tempo”, afirmou.

De acordo com ele, a nova estrutura permitirá maior eficiência no envio das equipes.

“O cidadão vai ligar para o 192, que é o Samu ou, em alguns casos, para o 193 e a central absorve a demanda e aciona a equipe mais próxima. Isso beneficia diretamente a população. Os profissionais que são necessários para a gente manter as bases do Samu funcionando, nós vamos manter”, garantiu.

Expansão do serviço

Juliano Mello também destacou que o governo estadual projeta ampliar significativamente a cobertura do atendimento pré-hospitalar nos próximos anos. A meta é dobrar a capacidade do Samu até 2027, com a implantação de novas unidades.

“Até 2027, teremos mais 28 municípios com bases implantadas. O Samu é de gestão municipal, e houve grande adesão ao PAC. Duas cidades já receberam ambulâncias, estruturaram equipes e iniciaram as operações”, disse.

A estratégia inclui a integração de protocolos entre Samu e Corpo de Bombeiros, especialmente em regiões onde o serviço ainda não cobre toda a população.

“Estamos ampliando, mas ainda não cobrimos 100% do Estado. Há regiões em que os bombeiros já realizam esse atendimento, e com qualidade. Agora, unificamos protocolos e integramos equipes de saúde, com enfermeiros e técnicos, para ampliar essa cobertura”, explicou.

Integração e atendimento no interior

Segundo o secretário, a proposta é aumentar a capilaridade do atendimento, principalmente no interior do Estado, onde o suporte emergencial ainda enfrenta limitações.

Atualmente, parte do atendimento pré-hospitalar já é realizado pelo Corpo de Bombeiros, enquanto cerca de 20 serviços do Samu seguem sob responsabilidade das prefeituras.

A Secretaria de Estado de Saúde sustenta que a integração entre as equipes deve garantir respostas mais rápidas e ampliar o alcance do serviço, apesar das críticas de profissionais que apontam impactos nas condições de trabalho.

Veja vídeo:

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