Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Senador Carlos Viana aciona STF após novas informações e pede celeridade em ação contra Lulinha

Senador do PSD-MG afirma que novas informações surgidas no caso exigem preservação de provas e depoimento do filho do presidente Lula

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O senador Carlos Viana (PSD-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou nesta terça-feira (18) que protocolou um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja ouvido com urgência no âmbito das investigações relacionadas às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

Segundo Viana, o pedido foi motivado por novas informações obtidas durante as investigações, que, na avaliação dele, tornam necessária a oitiva de Lulinha e a adoção de medidas para preservar eventuais provas.

“São graves as novas informações que surgiram. É preciso que a gente preserve as provas, que a gente evite que a investigação seja prejudicada”, afirmou o senador.

O pedido ocorre após a Polícia Federal encontrar novas mensagens relacionadas à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e investigada no caso. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, a PF identificou conversas envolvendo Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As investigações apuram possíveis relações e eventual tráfico de influência no contexto do esquema que lesou beneficiários do INSS.

Viana cobra depoimento de Lulinha

Na manifestação, Viana afirmou que o objetivo da medida não é antecipar uma conclusão sobre eventual responsabilidade de Lulinha, mas permitir que ele preste esclarecimentos às autoridades.

“Não é nem para dizer se é culpado ou se é inocente. Não. Têm declarações a dar”, disse.

O senador também voltou a criticar decisões anteriores do Supremo que, segundo ele, impediram o avanço de medidas aprovadas pela CPMI. Entre elas está a quebra de sigilo de Lulinha, aprovada pelo colegiado e posteriormente barrada por decisão judicial.

Em março, o próprio Senado registrou que a CPMI havia aprovado requerimentos para quebrar o sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, medida que gerou questionamentos e disputa judicial.

Viana sustenta que as novas informações surgidas no curso das investigações reforçam a necessidade de retomada dessas medidas.

“É importante, fundamental que o STF, o ministro André Mendonça, corrija esse erro lá atrás que impediu a quebra de sigilo e nos dê as respostas que nós precisamos”, afirmou.

Investigação mira relações com lobistas

O nome de Lulinha passou a aparecer nas investigações da Polícia Federal a partir da relação dele com Roberta Luchsinger, que também foi investigada na Operação Sem Desconto, responsável por apurar o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

Segundo a PF, Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais envolvidos no esquema. A polícia também investiga mensagens e relações entre a empresária, Lulinha e outros personagens ligados à apuração.

O caso tramita no STF e permanece sob investigação. A existência das mensagens e das relações investigadas não significa, por si só, comprovação de crime ou responsabilidade de Lulinha, que é alvo de apuração.

Agora, o pedido apresentado por Carlos Viana será analisado pelo ministro André Mendonça.

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