Servidores do Samu voltam a protestar na ALMT e cobram explicações sobre demissões

Os Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), promoveram mais um protesto na Assembleia Legislativa, durante a sessão desta quarta-feira (15). A manifestação ocorreu no Salão Negro da Casa e reuniu profissionais que cobram esclarecimentos sobre a demissão de 56 servidores e denunciam problemas na estrutura do serviço, como a falta de ambulâncias e equipes.
Munidos de cartazes e falas direcionadas aos parlamentares, os manifestantes pediram a reversão das demissões e melhores condições de trabalho. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Carlos Mesquita, foram demitidos 56 profissionais em março.
As dispensas, atingiram condutores de ambulância, técnicos de enfermagem e enfermeiros, gerando preocupação sobre a continuidade e a qualidade do atendimento de urgência no estado.
Mesquita, afirmou ainda que a falta de profissionais da saúde tem comprometido o funcionamento do Samu em Cuiabá e Várzea Grande (região metropolitana). Segundo ele, atualmente, apenas cinco das 12 ambulâncias estão em operação, o que tem gerado impacto direto no atendimento à população.
Ele citou como exemplo um acidente no Parque das Águas, onde um trabalhador caiu de cerca de quatro metros de altura e aguardou mais de 30 minutos por socorro.
"Vocês têm noção do que é meia hora uma pessoa esperar um atendimento? Quem vai dar satisfação para a família desse paciente?”, questionou.
"Nós não estamos querendo nenhum privilégio, nós estamos querendo trabalhar, fazer o nosso serviço. Infelizmente, o secretário nosso de saúde está sendo muito intransigente", disse.
Durante a manifestação, o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), afirmou que irá encaminhar as reivindicações da categoria ao governo do estado. Segundo ele, as demandas já foram levadas à Comissão de Saúde da Casa, que acompanha o caso.
Russi também informou que fará uma comunicação formal à Casa Civil relatando denúncias apresentadas pelos trabalhadores, especialmente relacionadas à redução de equipes e à insuficiência de ambulâncias.
“Vou comunicar hoje, através de ofício, e também no plenário, para que a Casa Civil tenha conhecimento. Recebi essa denúncia e vou tomar providências”, declarou.
O parlamentar disse ainda que o encaminhamento atende a um pedido feito por representantes da categoria, com intermediação da deputada estadual Sheila, e reforçou que a presidência da Casa irá acompanhar o desdobramento da situação.
Na terça-feira (14), a Comissão de Saúde aprovou a convocação do secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, para prestar esclarecimentos sobre as demissões e o possível fechamento de bases do Samu. A oitiva está marcada para o próximo dia 22, às 8h.Para o presidente do Sisma, a categoria não pode aguardar até a data marcada.
"O que nós viemos hoje trazer para o Presidente da Casa e para os deputados é que isso não pode acontecer, nós não podemos esperar a audiência até o dia 22 sabendo que a população está sendo prejudicada. Uma coisa que a população tem que entender e talvez os deputados também é que a ambulância tem que estar pronta para o atendimento Emergências e urgências surgem a todo momento. Se você não tem elas prontas para o atendimento, a pessoa vai ser prejudicada", criticou.
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