Setor produtivo reúne candidatos ao Governo de MT para discutir propostas e cobrar compromissos

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Sebastião Tomain, afirmou nesta quinta-feira (3) que o encontro da Aliança do Setor Produtivo com os candidatos ao Governo de Mato Grosso é uma oportunidade para os representantes do agronegócio, da indústria e do comércio conhecerem as propostas dos postulantes e avaliarem o compromisso de cada um com as demandas econômicas e sociais do Estado. Participam da sabatina os candidatos, Natasha Slhessarenko (PSD), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).
Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério (Agir) e Maurício Coelho (Mobiliza) não aparecem da agenda da sabatina.
O encontro, realizado no Cenarium Rural, em Cuiabá, reúne a Famato, a Fecomércio-MT e a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) em uma agenda voltada ao diálogo com os candidatos e à apresentação das prioridades do setor produtivo.
Segundo Tomain, a intenção das entidades é comparar as propostas apresentadas durante o encontro com as necessidades enfrentadas pelo agronegócio, pela indústria e pelo comércio.O presidente da Famato afirmou que o setor produtivo precisa conhecer os compromissos de quem pretende comandar o Estado pelos próximos quatro anos, principalmente diante dos desafios econômicos enfrentados atualmente.
“É o momento de avaliar, é o momento de validar as falas de cada um dos candidatos e ver o comprometimento que existe entre a proposta que eles vão nos apresentar e aí a gente poder cobrar futuramente naquilo que está sendo falado”, aponta.
“É um momento de reflexão, é um momento de avaliação, você tem que ter o comprometimento do representante que vai dirigir o nosso estado nos próximos quatro anos, respeitando a questão social e econômica do nosso estado", completou.
A expectativa, de acordo com Tomain, é que os candidatos apresentem propostas específicas para diferentes áreas da economia. Ele afirmou que o encontro também permite às lideranças avaliar qual dos postulantes apresenta um plano de governo mais alinhado às necessidades dos setores representados pelas federações.
“Nós esperamos que as propostas venham de forma que realmente venha para poder atender cada segmento, cada setor.”
Relação com o futuro governo
Tomain também defendeu que a relação entre o setor produtivo e o próximo governo seja baseada em diálogo e cobrança institucional. Ele afastou a ideia de que o encontro tenha como objetivo uma negociação política e destacou a necessidade de manter uma relação entre as entidades e o governo estadual.
“Eu acho que você tem que trabalhar, vamos dizer, com a política que possa ser uma boa relação entre os segmentos e o governo.”
Para o presidente da Famato, essa relação deve permitir que as entidades apresentem suas demandas e cobrem medidas consideradas necessárias para o desenvolvimento das atividades econômicas.
“A gente está para poder cobrar as condições mais favoráveis para o segmento setor produtivo, dentro da sua condição de legalidade também, respeitando a política do estado.”
Tomain também falou em parceria entre o setor produtivo e o governo, mas ressaltou que cada instituição possui responsabilidades próprias.
“Cada um tem sua missão, cada um tem o seu comprometimento, que possa atender os anseios de toda a sociedade.”
Endividamento do agronegócio
O presidente da Famato também chamou atenção para o cenário econômico e afirmou que as dificuldades atingem diferentes setores. Ao falar especificamente do agronegócio, citou o endividamento como uma das preocupações atuais.
“Nós sabemos que há importantes. Se eu for citar para você, eu acho que todos nós, não só do Mato Grosso, mas o próprio país, Brasil, vem passando por um momento muito difícil.”
“Então isso atinge diretamente todos os segmentos, todos os setores, no agronegócio, estamos em um ditamento muito grande hoje.”
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