Sindicato rebate governador sobre RGA e cobra resposta sobre pagamento

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso, Antonio Wagner Oliveira, criticou a declaração do governador Mauro Mendes sobre o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos estaduais.
A fala do governador ocorreu após o senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), defender o pagamento do passivo da reposição inflacionária. O também pré-candidato Jaime Campos já se posicionou no mesmo sentido, afirmando que pretende garantir o pagamento da RGA, o que ampliou o debate político sobre o tema no estado.
Ao saber das propostas dos pré-candidatos, o governador afirmou que a proposta apresentada pelo senador poderia levar o Estado a uma situação de desequilíbrio fiscal. Segundo ele, promessas que ampliam despesas sem indicar a fonte de recursos repetem erros do passado.
“Esse é o caminho para quebrar o Estado. Quer ser o Pedro Taques 2? Foi isso que aconteceu lá atrás. Reduz receita e aumenta despesa. Esse tipo de proposta leva o Estado para o mesmo caminho que já vimos acontecer”, declarou Mendes.
Leia mais: Mauro critica proposta de Wellington Fagundes sobre RGA e alerta para risco fiscal
Para o representante sindical, a justificativa do Executivo não se sustenta diante do histórico de compromissos assumidos.
“O governador diz que pagar a reposição inflacionária quebra o Estado. Quebra o Estado, governador?”, questionou.
"O que quebra o Estado não é a RGA. O que quebra o Estado é mais de um bilhão de reais sendo investigado na área da saúde na 'Operação Espelho' em contratos sem licitação. O que quebra o Estado é um acordo de mais de R$ 300 milhões com a Oi, que irrigou fundos que passaram recursos para pessoas muito próximas ao seu governo", completa.
O sindicalista também citou problemas relacionados a empréstimos consignados.
“O que quebra o Estado é o escândalo dos consignados, que retirou milhões de reais de servidores e da economia local”, declarou.
Antonio Wagner também apontou que, o não pagamento da reposição inflacionária impacta diretamente o mercado.
“Não pagar a RGA é deixar de injetar mais de R$ 100 milhões na economia formal de Mato Grosso”, pontuou.
“O que quebra o Estado é conceder bilhões em renúncia fiscal, enquanto servidores ficam sem direitos”, acrescentou.
Ao final, Antonio Wagner reforçou a crítica ao lembrar compromissos assumidos pelo govenador Mauro Mendes durante sua campanha eleitoral quando foi eleito.
“É bom lembrar que, quando foi candidato, o governador prometeu pagar a reposição inflacionária. O servidor não pode ser prejudicado”, concluiu.
“Dívida tem que ser honrada”, afirmou.
O governo de Mato Grosso não se manifestou até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento.
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