Soja e milho rompem sequência de quedas e voltam a operar em alta na Bolsa de Chicago
O mercado futuro da soja voltou a respirar na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (21), encerrando uma amarga sequência de oito dias consecutivos de desvalorização. Os contratos da oleaginosa com entrega prevista para novembro de 2026 registraram uma leve alta de 0,14%, passando a ser cotados a US$12,4675 o bushel. De acordo com a consultoria […]

O mercado futuro da soja voltou a respirar na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (21), encerrando uma amarga sequência de oito dias consecutivos de desvalorização. Os contratos da oleaginosa com entrega prevista para novembro de 2026 registraram uma leve alta de 0,14%, passando a ser cotados a US$12,4675 o bushel. De acordo com a consultoria Granar, essa recuperação pontual é impulsionada pela cautela dos investidores, que voltaram ao mercado para realizar operações de proteção (hedge), enxugando parte da liquidez vendedora que dominava o pregão.
O milho acompanhou o ritmo da soja e também operou no campo positivo, mesmo enfrentando fortes fundamentos de baixa. Os contratos do cereal com vencimento em dezembro de 2026 subiram 0,38%, atingindo US$4,6475 o bushel. O ganho chama a atenção por ocorrer em um momento de intensa pressão sazonal: os Estados Unidos estão no meio da colheita daquela que já é considerada a segunda maior safra de milho da história do país, o que tradicionalmente empurra as cotações para baixo devido ao excesso de oferta no curto prazo.
Por outro lado, o trigo não conseguiu pegar carona na recuperação dos vizinhos de campo e manteve o viés negativo durante as negociações da manhã. Pressionados pela competitividade global e pelo avanço da oferta no Hemisfério Norte, os contratos do cereal para dezembro de 2026 recuaram 0,28%, fechando a US$6,2625 o bushel.
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