Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
EFEITOS DA GUERRA

Soja recua no mercado internacional e queda é intensificada no Brasil com dólar mais fraco

AGRO/SOJA

As cotações da soja registraram queda na última semana no mercado internacional, pressionadas pelo aumento da oferta na América do Sul e pela expectativa de expansão da área plantada nos Estados Unidos. No Brasil, o movimento de baixa foi ainda mais intenso, influenciado pela desvalorização do dólar frente ao real, segundo análise do Cepea.

Na B3, o comportamento do câmbio tem impacto direto sobre a competitividade das commodities brasileiras, como a soja, já que preços internacionais mais baixos combinados com dólar enfraquecido reduzem a atratividade para exportação.

Até então, os preços da oleaginosa vinham sendo sustentados por fatores externos, como o conflito no Oriente Médio e a valorização do óleo de soja no mercado global. No Brasil, o derivado segue em alta e opera em patamares semelhantes aos registrados em novembro do ano passado.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o avanço do óleo de soja é impulsionado pela demanda aquecida para a produção de biodiesel, o que mantém os preços firmes. Em contrapartida, o farelo de soja segue em trajetória de queda.

A explicação está no comportamento do mercado: consumidores indicam estar abastecidos até meados de abril e não demonstram urgência para novas compras no curto prazo. A expectativa é de recuo adicional nos preços, especialmente porque a maior procura pelo óleo tende a elevar a oferta de farelo no mercado.

No processamento da soja, há uma relação direta entre os derivados. Para cada tonelada esmagada, são gerados cerca de 190 quilos de óleo e aproximadamente 780 quilos de farelo — o que amplia a disponibilidade do subproduto quando há maior demanda pelo óleo.

O cenário, segundo analistas, deve manter o mercado pressionado nas próximas semanas, com atenção redobrada dos produtores

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