Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Suspeito nega estupro e morte de enteada de 3 anos em Primavera do Leste

Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou ser inocente e disse que um exame pode comprovar que não cometeu o crime.

caso PVA

O suspeito pelo estupro e morte da enteada de apenas 3 anos, em Primavera do Leste (a 240 km de Cuiabá), W.C.S., 24 anos, preso na madrugada desta segunda-feira (4), negou a autoria do crime. A criança deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com sinais de violência sexual e não resistiu.

Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou ser inocente e disse que um exame pode comprovar que não cometeu o crime.

Leia mais: Criança de 3 anos morre com sinais de violência sexual em Primavera do Leste; padrasto é preso

“Eu só queria fazer algum exame, ver que eu não fiz nada com a minha filha, que eu nunca teria coragem de fazer isso”, declarou.

Segundo relato, a vítima estava sozinha com o suspeito no momento dos fatos, já que a mãe estaria trabalhando. Ele afirmou que percebeu que a criança estava desacordada ao tentar acordá-la para dar um medicamento, momento em que ela não respondeu.

Em seguida, ele realizou uma chamada de vídeo para a mãe da menina, que o orientou a levá-la imediatamente para a unidade de saúde.

Questionado sobre a presença de sangue no quarto, o suspeito disse não saber explicar. Já em relação ao lubrificante encontrado no local, alegou que o produto teria sido utilizado em uma relação com a mãe da criança. “A gente usou num dia antes. Pode perguntar para ela, foi ela que pegou isso”, afirmou.

Sinais de maus-tratos e abuso

O médico que atendeu a criança também prestou depoimento e relatou que a vítima apresentava sinais evidentes de maus-tratos, além de indícios claros de abuso sexual.

De acordo com o profissional, a menina chegou à unidade com aspecto de desidratação, roupas sujas e possíveis sinais de negligência. Ele também observou pequenos ferimentos pelo corpo, que podem indicar agressões recorrentes.

Durante o atendimento, um enfermeiro identificou uma lesão na região das nádegas e solicitou avaliação médica mais detalhada. Foi nesse momento que o médico constatou indícios de violência sexual. Apesar disso, ele apontou que o abuso pode não ter sido a causa direta da morte, embora tenha destacado a existência de sinais compatíveis com violência.

Diante da situação, a polícia e o Conselho Tutelar foram acionados.

Casa em situação insalubre

Uma equipe foi até a residência da família e encontrou o imóvel em condições precárias, com roupas espalhadas e acúmulo de sujeira.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também esteve no local e identificou vestígios como gotas de sangue na cama, além de objetos como preservativos e lubrificante.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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