Taques rebate críticas de Mendes e intensifica acusações sobre acordo bilionário da Oi
Taques afirmou que documentos considerados essenciais para a compreensão do processo teriam sido retirados sem qualquer explicação oficial, comparando a situação ao que descreveu como “queima de arquivo”, expressão usada para caracterizar destruição de provas quando a verdade se torna uma ameaça.

O ex‑governador Pedro Taques (PSB), pré‑candidato ao Senado, rebateu publicamente as críticas feitas pelo atual governador Mauro Mendes (União Brasil) durante ato político realizado no último sábado (7) em Cuiabá.
No evento, Mendes comparou sua gestão às administrações anteriores, incluindo a de Taques, e afirmou ter encontrado problemas financeiros e atrasos em áreas essenciais ao assumir o governo, criticando a forma como o Estado estava sendo administrado antes de sua chegada.
Em resposta, Taques usou suas redes sociais e pronunciamentos públicos para acusar o governo atual de tentar ocultar documentos e informações relacionadas ao Caso Oi, acordo administrativo firmado entre o Estado e a empresa de telefonia Oi S.A. Segundo ele, a retirada de documentos do processo sem explicação configura uma tentativa de esconder irregularidades no uso de recursos públicos.
Taques afirmou que documentos considerados essenciais para a compreensão do processo teriam sido retirados sem qualquer explicação oficial, comparando a situação ao que descreveu como “queima de arquivo”, expressão usada para caracterizar destruição de provas quando a verdade se torna uma ameaça.
“Documentos do processo da Folha que foram desentranhados… simplesmente sumiram dentro da estrutura do governo”, disse o ex‑governador em vídeo dirigido ao público.
Em seu discurso, Taques ressaltou que, segundo ele, isso representa uma tentativa de esconder o destino de recursos públicos que deveriam ser transparentes, citando o princípio constitucional da publicidade dos atos administrativos — que, na visão dele, estaria sendo desrespeitado. Ele chegou a afirmar que a ocultação ou destruição de provas em processos envolvendo patrimônio público é uma conduta grave que pode fundamentar até pedidos de prisão preventiva.
Entenda
O Caso Oi refere‑se a um acordo de mais de R$ 308 milhões firmado entre o governo estadual e a empresa, posteriormente questionado judicialmente por supostas irregularidades — tema que Taques tem apresentado como possível “maior escândalo de corrupção” no Estado.
Taques também afirmou que a Procuradoria‑Geral do Estado teria admitido a retirada de documentos importantes do processo sem justificativa, o que, segundo ele, evidencia uma tentativa deliberada de “limpar” o processo. Ele usou termos fortes ao afirmar que, quando provas se tornam ameaça, elas são eliminadas — um argumento que serve como crítica direta à gestão de Mendes.
O embate entre Taques e Mendes ocorre em um momento em que o tema do acordo com a Oi S.A. voltou à tona e está sob análise em instâncias judiciais e administrativas, como no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que recebeu pedido de apuração sobre possíveis irregularidades no pagamento e restituição de tributos relacionados ao acordo.
Mauro Mendes, por sua vez, tem cobrado que Taques apresente provas concretas das acusações, inclusive em ações judiciais em que o governo estadual interpela o ex‑governador para justificar os questionamentos feitos nas redes sociais e apresentar documentação que comprove as alegações.
A troca de acusações entre os dois gestores acontece em ano eleitoral, colocando ainda mais foco sobre como questões administrativas poderão ser usadas como elementos de campanha e posicionamentos políticos em disputas por espaço no cenário estadual nas eleições de 2026.
Veja vídeo:
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