Tomate pode enfrentar ameaça silenciosa em 2026 com avanço da larva-alfinete

A instabilidade climática prevista para 2026 deve manter em alerta os produtores de tomate no Brasil, especialmente diante do risco de avanço da larva-alfinete nas lavouras. Com chuvas irregulares nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a expectativa é de que a produção nacional permaneça próxima das 4,7 milhões de toneladas registradas em 2025, segundo o IBGE, mas com necessidade maior de atenção ao manejo para preservar o rendimento.
Análises do Cepea/Esalq e da ABCSEM indicam que a manutenção da oferta ao mercado in natura e à indústria dependerá de investimentos em materiais genéticos com maior potencial produtivo e em irrigação. Nesse cenário, o Sindiveg destaca que o manejo integrado de defensivos agrícolas será decisivo para reduzir perdas e sustentar a produtividade.
"A larva-alfinete permanece no solo durante a fase larval e se alimenta das raízes, provocando perfurações que afetam o funcionamento fisiológico do tomateiro e resultam em redução de produtividade. O ataque ocorre de forma subterrânea, o que dificulta a identificação inicial do problema e permite a progressão dos danos antes da manifestação de sintomas visíveis na parte aérea, como murchamento e queda no vigor das plantas", explica o gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, Fábio Kagi.
Relacionadas

Giro do Boi na B3: Confira os ajustes futuros da arroba e a referência para Mato Grosso hoje (04/11)

Consumo doméstico deve frear disparada da arroba em 2027, apesar de oferta restrita, projeta Rabobank

Puxada por Mato Grosso, produção brasileira de soja deve bater recorde de 184,95 milhões de toneladas, projeta StoneX

Brasil abre mercado em Bangladesh e Colômbia para pecuária

Demanda aquecida impulsiona trigo em Chicago; soja e milho recuam com avanço da colheita nos EUA

