Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
XADREZ POLÍTICO

“Traidores terão que sair”, diz presidente do PL após Cláudio Ferreira declarar apoio a Pivetta

ananias pl

O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o partido poderá pedir a saída de filiados que não apoiarem a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado nas eleições  de outubro. A declaração ocorre após lideranças do PL em Mato Grosso, como o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e o presidente da Câmara Municipal, Paulo Schuh, manifestarem apoio ao governador Otaviano Pivetta, pré-candidato à reeleição.

Segundo Ananias, a posição da legenda não aceitará "traíras". 

“O partido não vai querer ficar com gente traíra. Partido nenhum quer pessoas traidoras. O projeto do partido será passado para todos os filiados. Quem quiser acompanhar, acompanha”, concluiu.

Ananias afirmou que não haverá medidas imediatas, mas disse que o partido poderá adotar critérios internos após a definição oficial do projeto eleitoral. O presidente estadual, porém, endureceu o discurso e afirmou que a agremiação aplicará uma resolução interna quando estiverem fechadas as candidaturas e as alianças para a eleição. O dirigente disse que a regra valerá para todos os filiados.

"O partido planeja, sim, tomar medidas assim que nós tivermos tudo alinhado. Quem for do partido vai ficar com o partido; quem não for, adeus, viola”, declarou.

“Qualquer um que não acompanhar o projeto poderá sair do partido. Se for traidor do projeto que nós colocarmos na praça para disputar a eleição, nós vamos falar para o traidor sair. Qualquer um que seja. Já tem resolução para isso”, acrescentou.

Além de Cláudio outras lideranças políticas  como prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), a prefeita de Várzea Grande Flávia Morreti, além de vereadores e demais lideranças liberal  mantêm proximidade com Pivetta. Questionado se seria um recado, Ananias, evitou apontar nomes, mas garantiu que as regaras  poderá ser enquadrado pela direção partidária a qualquer um.
“Não vou citar nomes. Não vou nominar nem Cláudio, nem Abilio, não vou nominar ninguém. O partido terá o projeto e quem não se enquadrar nele nós vamos pedir para que toque a vida dele”, respondeu.
O presidente estadual reconheceu que, durante a pré-campanha, não obrigará os filiados a entrar imediatamente na campanha de Wellington. A postura deverá mudar quando a candidatura e as alianças forem oficializadas.

“Eu não vou obrigar ninguém a discutir campanha agora. Quando o partido definir todos os projetos e com quem vai andar, nós vamos definir a conduta de cada um”, explicou.

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