Senadores de MT assinam requerimento de CPI contra ministros do STF

Os três senadores de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), Margareth Buzetti (PP) e Jayme Campos (União Brasil), assinaram o requerimento que pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do chamado caso Banco Master. O pedido foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira e já ultrapassou as 27destaque assinaturas necessárias para que a comissão seja instaurada na Casa.
A iniciativa tem como objetivo apurar eventuais relações, pessoais ou financeiras, entre os dois ministros e o empresário Daniel Vorcaro, ex‑controlador do Banco Master — instituição financeira envolvida em um dos maiores escândalos recentes de fraudes no sistema financeiro nacional.
Wellington Fagundes, disse que a CPI é uma forma para esclarecer os fatos, garantir transparência e proteger o interesse dos brasileiros.
"Por isso, assinei a CPI do Banco Master. Quando surgem dúvidas que podem impactar o sistema financeiro e a confiança da população, investigar não é opção é obrigação. O Brasil precisa de respostas URGENTE", diz trecho da nota.Em nota, o senador Jayme Campos afirmou que assinou o pedido em defesa da transparência e da ética pública.
Buzetti compartilhou a lista de senadores apoiando o requerimento e escreveu em suas redes sociais que “ninguém, absolutamente ninguém está acima da lei”, defendendo a instalação da CPI para esclarecer os fatos.
"Não podemos ficar apenas no discurso, temos que ir para a ação! Ninguém, absolutamente ninguém está acima da lei. Se não querem pautar impeachment de ministro, que se instaure a CPI! Os brasileiros tem o direito de saber o que está acontecendo", apontou a senadora.
A CPI, também chamada informalmente de “CPI do Master”, já conta com 35 assinaturas, número superior ao mínimo exigido pelo regimento interno do Senado para a abertura formal da comissão.
Investigação no Senado e próximos passos
O pedido formal de criação da CPI foi protocolado nesta terça‑feira (10). Agora, a proposta depende da leitura do requerimento em plenário, a cargo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que a comissão possa ser instalada oficialmente.
De acordo com o requerimento, a CPI teria prazo de funcionamento de 120 dias e deve investigar a natureza e a extensão de eventuais vínculos entre os ministros e o empresário, além de possíveis reflexos dessas relações na atuação institucional dos magistrados.
Entre os pontos apontados como alvo das apurações estão mensagens e comunicações encontradas em celulares de investigados, além de relações contratuais envolvendo familiares dos ministros — especialmente um contrato de consultoria firmado pelo escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master, que chegou a prever pagamentos milionários.
Repercussão política
A assinatura do pedido por parte de senadores de diferente orientação política evidencia o caráter amplo da iniciativa. Em meio às discussões, parlamentares afirmam que a abertura de uma CPI é necessária para “resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições” e demonstrar que ninguém está acima da lei.
O debate, que já gera tensão entre o Legislativo e o Judiciário, ganhou tração nas últimas semanas com a divulgação de trechos de conversas e documentos ligados ao caso e deve continuar nos próximos dias, à medida que a comissão começa a tramitar formalmente no Senado.
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