O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom contra o líder da Igreja Católica, papa Leão XIV, ao fazer uma série de críticas públicas envolvendo segurança internacional e posicionamentos políticos do pontífice.
Em publicações na rede Truth Social, o republicano afirmou que o pontífice é “fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa”. Trump também criticou posicionamentos do papa sobre o cenário internacional, dizendo que não quer “um papa que ache normal o Irã ter uma arma nuclear”.
Nos ataques, o ex-presidente classificou o líder católico — que também é norte-americano — como “uma pessoa muito liberal” e afirmou que ele deveria “parar de ceder à esquerda radical”. As informações foram divulgadas pelo jornal The Guardian.
Logo após as declarações, Trump voltou a provocar repercussão ao publicar uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece vestido como Jesus, simulando a cura de enfermos.
Apelo por paz e reação do Vaticano
As críticas de Trump ocorreram após um posicionamento do papa no sábado (11), quando Leão XIV fez um apelo para que Estados Unidos, Israel e Irã cheguem a um consenso que ponha fim ao conflito no Oriente Médio. Na ocasião, o pontífice classificou a guerra como “loucura” e afirmou que há “idolatria por dinheiro” entre os envolvidos.
Nesta segunda-feira (13), ao chegar a Argel, capital da Argélia, o papa reagiu às declarações. Apesar de afirmar que não pretende “entrar em debate” com Trump, ele fez críticas indiretas.
“Não creio que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo”, disse a jornalistas.
O líder religioso também adotou um tom firme ao comentar o cenário internacional e as críticas recebidas. “Não tenho medo do governo Trump. Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, declarou.
Escalada de tensão
As novas declarações ampliam a tensão entre o ex-presidente norte-americano e o chefe da Igreja Católica. No domingo (12), Trump já havia afirmado que o papa “não está fazendo um bom trabalho” e declarou: “não sou fã do papa Leão”.
O episódio evidencia o embate entre visões distintas sobre política internacional, religião e condução de conflitos globais, com repercussão direta no debate público internacional.
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