Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
CASO BANCO MASTER

Veja estratégia da PF para dar celeridade às investigações sobre o Master

VACARIO

As investigações sobre os negócios suspeitos do Banco Master avançam simultaneamente em diversas frentes no país, em um esforço para acelerar a apuração de um caso que envolve grande volume de recursos e múltiplos agentes.

A Polícia Federal (PF) adotou uma estratégia para dar mais celeridade ao processo: parte das investigações segue na primeira instância da Justiça Federal, enquanto outra parcela permanece sob análise no Supremo Tribunal Federal (STF). A divisão busca evitar a concentração de todos os procedimentos na Corte, o que poderia atrasar o andamento dos trabalhos.

Na prática, as apurações relacionadas a possíveis prejuízos causados a fundos de pensão estaduais tramitam em varas federais. Já os inquéritos que tratam de crimes contra o sistema financeiro seguem no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça.

Em fevereiro de 2026, a PF deflagrou operações para investigar suspeitas de gestão temerária por parte de responsáveis por fundos de pensão. Entre os casos analisados estão investimentos de R$ 400 milhões do Amapá Previdência (Amprev) e de R$ 970 milhões do Rioprevidência no Banco Master.

As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Federal do Amapá e pela 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que expediram mandados no âmbito dessas investigações. Segundo apuradores, a descentralização dos casos permite uma análise mais rápida dos fatos que não envolvem autoridades com foro privilegiado.

Enquanto isso, no STF, o foco das investigações é identificar a estrutura do suposto esquema financeiro, incluindo a participação de cada envolvido e a possível ocorrência de fraudes.

Outro ponto relevante é a negociação de um acordo de delação premiada por parte do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, junto à Procuradoria-Geral da República (PGR). Para que o acordo avance, investigadores avaliam que o empresário precisará apresentar informações novas e relevantes, além do material já obtido durante as operações.

As investigações seguem em andamento e podem ter desdobramentos significativos, tanto na responsabilização dos envolvidos quanto na recuperação de eventuais prejuízos causados aos cofres públicos e aos fundos de pensão.

(Com informações Metrópoles)

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