O senador Flávio Bolsonaro (PL), foi apontado como peça importante para reduzir resistências internas no PL de Mato Grosso à pré-candidatura de Wellington Fagundes (PL), ao Governo do Estado. A avaliação é do vereador por Cuiabá, Rafael Ranalli.
Flávio esteve em Sinop, na última quarta-feira (22), onde participou da Norte Show, considera uma das feiras de agronegócio mais importes do país.
Segundo Ranalli, as declarações de Flávio, reforçando apoio aos nomes do partido, tendem a unificar a base.
“Eu creio que a resistência diminui. Inclusive, com as falas do Flávio, que a toda hora ratificou que os candidatos dele são o José Medeiros e o Wellington. Acho que todo mundo está vendo que isso aqui é um time, é o 22, é para jogar voto nessa ‘cumbuca’. Então, essas picuinhas, esse resquício de apoio a outros candidatos vai se diluir”, disse à imprensa.
O vereador ainda destacou que o movimento contrário dentro da sigla vem perdendo força.
“Você vê que cada vez mais desincha esse movimento anti-Wellington ou anti-Medeiros. O PL, como sempre falei aqui, é focado no que vier a ordem e o soldado tem que saber obedecer. O PL Nacional mandou e os pré-candidatos são José Medeiros e Wellington”, acrescentou.
Na avaliação de Ranalli, integrantes do partido que resistirem ao alinhamento podem enfrentar cobranças políticas no futuro.
“Até porque a chance do Wellington é muito grande de ganhar e a maioria desses políticos ainda vão ser candidatos em outras oportunidades. Então, eles podem sim vir a ser cobrados por não apoiarem o projeto bolsonarista desse ano, o projeto do PL”, afirmou.
O cenário interno do partido, no entanto, ainda registra divergências. Recentemente, o Medeiros, pré-candidato ao Senado, declarou que Wellington “não precisava” disputar o Governo, por ainda ter mandato no Senado. Segundo ele, a prioridade do grupo seria a eleição de senadores.
A fala foi rebatida pelo presidente estadual da sigla, Ananias Filho, que ponderou que prioridade não significa exclusividade dentro do projeto político.
Além disso, há resistências entre lideranças municipais. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, já declarou que pretende se manter neutro na disputa. Outros gestores, como Cláudio Ferreira e Flávia Moretti, também demonstram ressalvas ao nome de Wellington e são considerados próximos ao grupo do governador Otaviano Pivetta.
Apesar das divergências, a expectativa dentro do PL é de que o cenário caminhe para maior unidade à medida que o processo eleitoral avance.