Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
ESPIONAGEM EM VG

Após gabinete da prefeita, vereador encontra suposta escuta clandestina em sala na Câmara de VG

O caso foi denunciado na quinta-feira (7) e ocorre cerca de um mês após um equipamento semelhante também ter sido localizado nas proximidades da mesa da prefeita Flávia Moretti (PL).

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O vereador Bruno Rios (PL), registrou um boletim de ocorrência após encontrar um suposto aparelho de escuta clandestina dentro do gabinete dele na Câmara Municipal de Várzea Grande. O caso foi denunciado na quinta-feira (7) e ocorre cerca de um mês após um equipamento semelhante também ter sido localizado nas proximidades da mesa da prefeita Flávia Moretti (PL).

Segundo o registro policial, Bruno Rios — que atualmente é líder da prefeita no Legislativo municipal — encontrou o dispositivo junto com um assessor enquanto realizava ajustes internos no gabinete. O equipamento estava escondido atrás das bandeiras do município e do Estado, dentro de uma canaleta do ar-condicionado.

De acordo com a denúncia, o aparelho era de pequeno porte e estava revestido com fita isolante. O material foi entregue às autoridades no momento do registro da ocorrência.

O episódio amplia a preocupação com possíveis casos de espionagem política dentro de órgãos públicos de Várzea Grande. Em abril deste ano, durante uma vistoria no gabinete da prefeita Flávia Moretti, um equipamento semelhante também foi encontrado próximo à mesa da chefe do Executivo municipal.

Na ocasião, a prefeita afirmou inicialmente acreditar que o objeto pudesse fazer parte de uma campainha, porém o caso passou a ser tratado como suspeita de escuta clandestina.

Após a nova denúncia, a Câmara Municipal informou, por meio de nota, que não havia sido comunicada oficialmente pelo vereador sobre o caso e que tomou conhecimento da situação pela imprensa. Apesar disso, a Casa afirmou que já iniciou medidas internas para apuração dos fatos.

O Legislativo informou ainda que, no dia 4 de abril, já havia solicitado à Secretaria de Estado de Segurança Pública uma varredura técnica nas dependências da Câmara para verificar a possível existência de equipamentos clandestinos.

Outro ponto destacado pela Câmara é que apenas o vereador Bruno Rios e assessores possuem acesso ao gabinete onde o aparelho foi encontrado. Segundo a Secretaria Administrativa da Casa, não há registro de arrombamento no local.

“A prioridade neste momento é garantir a segurança institucional, preservar a integridade dos gabinetes parlamentares e colaborar com qualquer investigação conduzida pelas autoridades competentes”, afirmou a Câmara em nota.

O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que vai apurar a origem do equipamento, quando ele foi instalado e se houve eventual captação ilegal de conversas dentro do Parlamento municipal.

Nota da Câmara Municipal de Várzea Grande

A assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Várzea Grande informa que, no dia 4 de abril, a direção da Casa já havia solicitado à Secretaria de Estado de Segurança Pública uma varredura técnica nas dependências do Legislativo para verificação da existência, ou não, de aparelho de escuta clandestina.

A Câmara esclarece que o tema já vinha sendo tratado internamente com seriedade e busca dar andamento aos procedimentos necessários para garantir maior segurança institucional.

Sobre o episódio envolvendo o vereador Bruno Rios, acerca de um suposto aparelho de escuta em seu gabinete, a Câmara informa que não foi comunicada oficialmente sobre o fato, suas circunstâncias, o suposto objeto ou eventuais testemunhas, tendo tomado conhecimento do caso apenas por meio da imprensa.

Também esclarece que, até o presente momento, não há conhecimento de que o vereador Bruno, que é advogado, tenha acionado formalmente a Guarda Municipal ou a Polícia Civil para acompanhamento da cadeia de custódia exigida para preservação das provas e garantia da legalidade da investigação.

Apesar da ausência de comunicação formal por parte do parlamentar, por dever de ofício, a Câmara informa que está adotando medidas para apuração do caso junto à Guarda Municipal e à Polícia Civil, mediante registro de boletim de ocorrência para verificação da veracidade dos fatos, além de reiterar aos órgãos competentes o pedido de varredura técnica em toda a estrutura da Casa de Leis.

A Câmara também solicitou esclarecimentos à Secretaria Administrativa da Casa, que informou que apenas o vereador Bruno e seus assessores possuem as chaves de acesso ao gabinete, não havendo relatos de arrombamento nas portas de acesso exclusivo do parlamentar, o que afasta, em princípio, a possibilidade de ingresso de terceiros no local sem autorização do próprio vereador ou de seus assessores.

Neste momento, a prioridade é garantir a segurança institucional, preservar a integridade dos gabinetes parlamentares e colaborar com qualquer investigação que venha a ser conduzida pelas autoridades competentes.

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