Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
CONFIRA

Viagem de Trump à Flórida após desembarque de Flávio Bolsonaro alimenta especulações, mas sem encontro confirmado

Presidente norte-americano cancelou compromissos de fim de semana e seguiu para sua residência em West Palm Beach, a uma hora de onde o senador brasileiro está hospedado; apesar da proximidade geográfica, não há previsão oficial de reunião e a Casa Branca adota cautela pública A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de esvaziar […]

Presidente norte-americano cancelou compromissos de fim de semana e seguiu para sua residência em West Palm Beach, a uma hora de onde o senador brasileiro está hospedado; apesar da proximidade geográfica, não há previsão oficial de reunião e a Casa Branca adota cautela pública

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de esvaziar a sua agenda pública deste fim de semana e viajar para a Flórida movimentou os bastidores políticos após o desembarque do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no mesmo estado. Embora aliados do parlamentar tenham demonstrado expectativa quanto a uma possível conversa entre os dois, não há qualquer confirmação oficial de um encontro na agenda da presidência norte-americana.

De acordo com informações divulgadas pelo correspondente Eliseu Caetano na Jovem Pan e comentadas pelo deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) nas redes sociais, Trump cancelou os compromissos previstos entre a noite de sexta-feira e domingo para permanecer na sua propriedade em Mar-a-Lago, localizada em West Palm Beach. Como ressaltado na própria cobertura jornalística, o republicano mantém o hábito regular de viajar às quintas ou sextas-feiras para despachar a partir da sua residência na Flórida, onde funciona um prédio anexo com estrutura de trabalho para funcionários da Casa Branca.

Reclusão em Weston e postura de Washington

A coincidência geográfica chamou a atenção porque Flávio Bolsonaro está hospedado num condomínio fechado em Weston, no sul da Flórida, a cerca de uma hora de distância de Mar-a-Lago. O senador chegou a Miami na manhã de quarta-feira (28), acompanhado da mulher e das duas filhas, numa aeronave privada que partiu da Argentina e fez escala em Guayaquil, no Equador, conforme detalhado pelo UOL Notícias e pela Agência Brasil.

Apesar da previsão inicial de interlocutores de que o parlamentar faria articulações imediatas em Washington D.C. e no Texas, conforme apurado pela Jovem Pan, Flávio cancelou uma entrevista coletiva que daria em Miami e permaneceu recolhido nos últimos dias, mantendo contacto restrito até mesmo com aliados próximos.

Nos bastidores diplomáticos, reportagens do The New York Times repercutidas pela Folha de S.Paulo, pelo Estadão e pela revista Veja apontam que integrantes do governo norte-americano auxiliaram na logística da viagem e concederam ao senador uma autorização temporária de entrada humanitária, válida até outubro de 2027 — medida que permite a permanência legal temporária no país, mas não equivale à concessão automática de asilo político.

Publicamente, contudo, Donald Trump tem evitado comprometer-se com os passos políticos do senador. Em declarações à imprensa registadas pelo portal G1 e pela Radioagência Nacional, o presidente norte-americano confirmou ter autorizado a entrada de Flávio e da sua família nos Estados Unidos, mas frisou que “não vai se envolver” nas declarações e manifestações do parlamentar brasileiro.

Impasses judiciais e reação no Congresso dos EUA

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar na segunda-feira (26) a entrega dos passaportes do senador em 24 horas no âmbito de inquéritos que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro — acusações que a defesa do parlamentar nega, segundo reportado pelo Metrópoles. Antes do bloqueio migratório, Flávio cruzou a fronteira terrestre com a Argentina utilizando passaporte italiano, o que levou a Polícia Federal a cancelar os seus passaportes brasileiros após o vencimento do prazo judicial.

Em Washington, o episódio provocou reação imediata da oposição democrata. Conforme noticiado pelo Poder360 e pela Agência Brasil, deputados democratas do Comité de Relações Exteriores da Câmara enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, questionando a atuação do governo Trump no auxílio à viagem de um parlamentar alvo de determinações judiciais no Brasil. Já no Senado brasileiro, parlamentares repercutiram o caso em plenário, conforme cobertura da Agência Senado.

Informações Eleitorais: Para consultar dados oficiais sobre resultados eleitorais, contagens de votos, segurança do processo de votação ou regras e calendários de pleitos no Brasil e nos Estados Unidos, aceda diretamente aos portais das autoridades eleitorais competentes ou acompanhe atualizações institucionais em canais públicos como a Agência Senado.

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