Zema defende reajuste de 300% para alto escalão enquanto servidores tiveram 54% de aumento

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) foi questionado nesta segunda-feira (24), no Jornal Nacional, da TV Globo, sobre o reajuste de 300% concedido em 2023 aos salários do governador, vice-governador e secretários estaduais, enquanto os servidores públicos tiveram uma recomposição menor no período.
Durante a entrevista, Zema defendeu a decisão e afirmou que os salários do primeiro escalão estavam defasados em relação aos valores pagos em outros estados e municípios. O candidato também declarou que não ficou com o aumento concedido ao cargo de governador porque, segundo ele, repassava o próprio salário para Apaes de Minas Gerais.
“Eu não recebi nenhum aumento, porque eu sempre fui um governador voluntário”, afirmou.
A pergunta feita no programa destacou que, em 2023, os servidores não receberam aumento, enquanto o reajuste aprovado para governador, vice e secretários chegou a 300%. Zema foi questionado ainda sobre a diferença em relação aos 54% de reajustes recebidos pelos servidores no período mencionado na entrevista.
Zema justifica diferença
Ao responder, o ex-governador afirmou que Minas Gerais tinha dificuldade para atrair profissionais para o primeiro escalão porque os salários eram baixos. Como exemplo, citou o secretário de Educação, responsável por uma estrutura com cerca de 200 mil funcionários, que, segundo ele, recebia menos do que um secretário de uma cidade de menor porte.
Zema também afirmou que os valores definidos para os secretários ficaram próximos aos praticados em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Goiás.
Segundo o candidato, antes do reajuste havia ainda parcelas adicionais na remuneração dos secretários que não apareciam no salário-base. Ele afirmou que sua gestão eliminou esses pagamentos e passou a adotar o valor integral como remuneração.
Sobre o próprio salário, Zema disse que repassou os valores recebidos durante o mandato para instituições ligadas às Apaes. Segundo ele, entre 70 e 80 unidades em Minas Gerais foram beneficiadas pelas doações.
A diferença entre o reajuste do alto escalão e a remuneração dos servidores, no entanto, foi um dos principais pontos abordados durante a entrevista.
Zema também afirmou que Minas Gerais avançou em transparência durante sua gestão, saindo, segundo ele, da 22ª posição para o primeiro lugar no ranking citado durante a entrevista.
Confira a data de cada entrevista:
- 24 de agosto (segunda-feira): Romeu Zema (Novo)
- 25 de agosto (terça-feira): Ronaldo Caiado (PSD)
- 26 de agosto (quarta-feira): Renan Santos (Missão)
- 27 de agosto (quinta-feira): Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
- 28 de agosto (sexta-feira): Flávio Bolsonaro (PL)
- 29 de agosto (sábado): Augusto Cury (Avante)
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