Após críticas de Pivetta, Wellington Fagundes rebate e questiona prioridades do governo

O senador Wellington Fagundes (PL) reagiu às declarações do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e contestou críticas feitas à sua trajetória política e à condução do debate sobre gestão pública em Mato Grosso.
Em vídeo publicado nas redes sociais em formato de “react”, o senador afirmou que não responde ofensas com ataques pessoais e cobrou respeito institucional.
“Eu não faço política com ofensa, faço com muito trabalho, com respeito e com responsabilidade. E você, Pivetta, precisa ter mais respeito com os filhos de Mato Grosso”, disse.
A reação ocorre após o governador afirmar que o senador teria uma “história cabulosa” e criticar sua trajetória política, além de classificá-lo como “político de profissão”.
Fagundes rebateu a declaração e citou a trajetória do governador na vida pública.
“Você diz que sou político de profissão, mas você está na política há trinta anos, Pivetta. Já foi prefeito, perdeu eleições, foi deputado, vice-governador, no momento é governador, e agora quer negar a política”, afirmou.
Debate avança para habitação e Fethab
Após as críticas pessoais, o senador direcionou o embate para o programa habitacional do governo de Mato Grosso, que prevê operação de crédito de R$ 1,5 bilhão para a construção de cerca de 60 mil moradias. O governo estadual defende a proposta como prioridade na área social.
Fagundes questionou a execução das políticas habitacionais e o momento de priorização da pauta.
“Se a habitação é a prioridade número um, por que o seu governo mudou a finalidade do Fethab e investiu menos de 3% na construção de casas para o povo em 2025? Só agora o seu governo descobriu essa prioridade?”, disse.
O senador também afirmou que o Fethab foi criado para investimentos em infraestrutura e habitação e criticou a condução das mudanças no fundo.
Endividamento e prioridades do Estado
Fagundes ainda questionou a proposta de financiamento apresentada pelo governo estadual e afirmou que o debate não deve se limitar à capacidade de crédito do Estado.
“Se ninguém diz que o Estado não tem crédito, a pergunta é outra: é correto fazer dívida agora para o outro governo pagar depois? É correto pegar empréstimo quando o Estado arrecadou tanto e, ainda assim, deixou a habitação para a última hora?”, questionou.
Contexto político em Mato Grosso
A troca de declarações ocorre no início do período de articulações políticas para a disputa ao Governo de Mato Grosso. Além de Pivetta e Fagundes, também são citados como pré-candidatos a médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o senador Jayme Campos (União).
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