Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Bate-boca entre Flávia Moretti e vereador expõe crise política e termina em tumulto na Câmara de VG

A confusão começou quando Wender se aproximou da gestora para fazer críticas à administração municipal, especialmente à situação do Pronto-Socorro de Várzea Grande.

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Um bate-boca entre a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e o vereador Wender Madureira (Republicanos) terminou em tumulto na manhã desta sexta-feira (22), dentro da Câmara Municipal de Várzea Grande. A prefeita esteve no Legislativo para protocolar projetos do Executivo ligados ao orçamento municipal e à reestruturação administrativa da gestão.

A confusão começou quando Wender se aproximou da gestora para fazer críticas à administração municipal, especialmente à situação do Pronto-Socorro de Várzea Grande. O parlamentar afirmou que a unidade enfrenta falta de insumos, exames e leitos, além de citar problemas estruturais em bairros da cidade.

“Falta vontade política. Anda em Várzea Grande para ver a situação”, disparou o vereador durante a discussão.

Em seguida, o parlamentar questionou o aparato de segurança utilizado pela prefeita.

“É assim que a senhora anda? Anda cheia de Guarda Municipal. Anda na rua”, afirmou Wender.

O clima ficou ainda mais tenso quando o secretário municipal de Ordem Pública, Loriney dos Santos, que acompanhava a prefeita, se aproximou do vereador e pediu que ele baixasse o tom. Segundo relatos e vídeos divulgados nas redes sociais, houve contato físico entre os dois, o que provocou reação imediata do parlamentar.

“Não trisca em mim. Me prende então. Você quer me prender? Me respeita”, respondeu o vereador em meio ao tumulto.

A partir daí, servidores da Câmara, integrantes da comitiva da prefeita, guardas municipais e pessoas que acompanhavam a movimentação passaram a discutir dentro do plenário. Vídeos mostram gritaria, empurrões e troca de acusações entre os envolvidos.

Em meio à confusão, Flávia Moretti deixou o plenário acompanhada por assessores e agentes de segurança. O vereador precisou ser contido por integrantes da Guarda Municipal para evitar que a situação aumentasse.

Crise entre Prefeitura e Câmara se intensifica

O episódio ocorre em meio ao agravamento da crise política entre o Executivo e o Legislativo de Várzea Grande. Nas últimas semanas, o vereador Wender Madureira intensificou críticas à gestão da prefeita e apresentou denúncias envolvendo contratos da administração municipal ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

A relação entre Flávia Moretti e a Câmara também se deteriorou após a circulação de áudios atribuídos à prefeita, que geraram pedidos de perícia e discussões sobre possíveis investigações políticas dentro do Legislativo.

Além disso, a base política da prefeita sofreu derrotas recentes na Câmara Municipal, incluindo a derrubada de vetos do Executivo e a reeleição do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), considerado adversário político da atual gestão.

Prefeitura fala em “desacato”

Após a confusão, a Prefeitura de Várzea Grande divulgou nota afirmando que a prefeita foi “desacatada” durante a visita à Câmara. A administração municipal acusou o vereador de adotar postura agressiva e afirmou defender o debate democrático “com equilíbrio, urbanidade e responsabilidade institucional”.

Já a Câmara Municipal saiu em defesa do parlamentar e repudiou a atuação da Guarda Municipal durante o episódio. O Legislativo afirmou que um agente teria “colocado a mão no peito” do vereador e alegou que Loriney dos Santos teria dado voz de prisão ao parlamentar sem justificativa.

A Câmara informou ainda que irá acionar a Procuradoria da Casa para apurar os fatos e adotar as medidas cabíveis.

Confira a nota da prefeitura na íntegra:

Em nota, a prefeitura afirmou que a gestora foi “desacatada” e acusou o vereador de abordar Flávia de forma agressiva. “A Prefeitura de Várzea Grande defende o livre debate, a pluralidade política e o respeito. Defende ainda que a fiscalização do Executivo deve ser conduzida com equilíbrio, urbanidade e responsabilidade institucional”, disse em trecho da nota.

Já a Câmara Municipal saiu em defesa do parlamentar e repudiou a atuação da Guarda Municipal durante o episódio.

O Legislativo afirmou ainda que um guarda municipal “colocou a mão no peito” do vereador e que o Loriney teria dado voz de prisão ao parlamentar “sem apresentar justificativa”.

A Câmara também informou que irá acionar a Procuradoria para apurar os fatos e tomar as providências.

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