Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Campanhas em Mato Grosso poderão gastar até R$ 7,1 milhões na disputa pelo Governo do Estado

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A Justiça Eleitoral definiu os limites de gastos para as campanhas das Eleições Gerais de 2026. Em Mato Grosso, os candidatos ao Governo do Estado poderão investir até R$ 7,115 milhões no primeiro turno. Caso a disputa seja decidida em segundo turno, será permitido um gasto adicional de R$ 3,557 milhões.

Os valores foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mantêm o mesmo teto estabelecido nas eleições de 2022, após decisão da Corte de não aplicar a correção pela inflação.

A segunda campanha mais cara em Mato Grosso será a disputa por uma vaga no Senado Federal. Os candidatos poderão gastar até R$ 3,811 milhões durante o período eleitoral.

Já os concorrentes à Câmara dos Deputados terão um limite de R$ 3,176 milhões para as campanhas, enquanto os candidatos à Assembleia Legislativa poderão investir até R$ 1,270 milhão. Os valores para deputado federal e deputado estadual são padronizados em todos os estados brasileiros.

Segundo o assessor de Exames de Contas Eleitorais e Partidárias, Jorge Yoshiro Kimura, havia a possibilidade de atualização dos tetos com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas isso acabou não sendo autorizado.

"Entretanto, conforme o voto do ministro Kassio Nunes, o teto de gastos permanece o mesmo do pleito de 2022", explica Jorge.

Decisão levou em conta ausência de lei e Fundo Eleitoral

Ao manter os mesmos limites de gastos da eleição anterior, o Tribunal Superior Eleitoral considerou que não há legislação autorizando o reajuste dos valores com base na inflação.

Outro fator analisado pela Corte foi o montante destinado ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, que contará com R$ 4,9 bilhões para financiar as campanhas das Eleições de 2026.

Os limites de despesas funcionam como um mecanismo para equilibrar a disputa entre os candidatos e evitar gastos excessivos durante o período eleitoral. O descumprimento das regras pode resultar em sanções previstas na legislação eleitoral, incluindo multas.

Disputa presidencial terá maior teto do país

Em âmbito nacional, a campanha mais cara será a da Presidência da República. Os candidatos poderão gastar até R$ 88,944 milhões no primeiro turno. Se houver segundo turno, será permitido um acréscimo de R$ 44,472 milhões, elevando significativamente o custo máximo da disputa.

Com a definição dos tetos de gastos, partidos e pré-candidatos já passam a ter como referência os limites financeiros que deverão ser observados durante a campanha eleitoral de 2026.

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