Candidato Prof. José Neto defende RGA e questiona prioridades do Governo de MT

O candidato a deputado estadual por Mato Grosso Prof. José Neto defendeu a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos e questionou as prioridades de investimento do Estado em vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais. Na publicação, ele compara a dificuldade do governo do Estado para conceder a recomposição salarial com a estrutura do Parque Novo Mato Grosso e a realização da Stock Car no local.
“RGA não é favor, RGA é direito”, afirma.
"RGA não é apenas uma discussão sobre salário. É também uma discussão sobre orçamento, prioridades, valorização do servidor e eficiência do serviço público. E isso interessa a todos nós. Quando o serviço público funciona melhor, quem ganha é o cidadão: na saúde, na educação, na segurança, no atendimento e em tantos outros serviços que fazem parte da nossa vida", completa.
José Neto ironiza a situação e faz referência direta à roda-gigante prevista para o parque.
“RGA, revisão geral anual. Ou, acho que pro Estado, roda-gigante, né? Porque roda-gigante tem dinheiro para cobrar concessão de RGA, não está conseguindo”, afirma.
A roda-gigante citada pelo candidato terá 108 metros de altura e foi adquirida pelo Governo de Mato Grosso por cerca de R$ 9,9 milhões, conforme contrato divulgado pela MT Par. O equipamento é anunciado pelo governo como um dos atrativos do Parque Novo Mato Grosso.
Além da compra do equipamento, o Estado firmou em 2025 um contrato de R$ 33,35 milhões para a construção do Complexo da Roda-Gigante, valor que inclui a estrutura física do espaço. O candidato cita ainda a Stock Car, que passou a integrar a programação do Parque Novo Mato Grosso com a inauguração do Autódromo Internacional de Mato Grosso.
“Trazer uma corrida de Stock Car aqui para Mato Grosso, bacana, lindo. Agora, quando você precisa de uma liminar lá no Poder Judiciário Estadual, não vai ser o carro da Stock Car que vai trazer celeridade para ela. Quem vai trazer isso são os servidores do Poder Judiciário”, afirma.
O candidato também menciona a segurança pública ao afirmar que, em uma emergência, quem atende a população não é uma estrutura de entretenimento ou um evento esportivo.
“Roda-gigante não faz cirurgia, não atende quem está doente. Quem faz isso são os servidores da saúde. Quando você tem uma emergência e liga o 190, quem vai atender não é um circuito de corrida”.
O professor reforça que a discussão não é apenas sobre reajuste salarial, mas sobre a ordem de prioridades do Estado. Para o candidato, enquanto há recursos destinados a grandes estruturas, eventos e atrações, a recomposição prevista para os servidores não pode ficar em segundo plano.
"Se existe a alegação de que não há recursos suficientes para conceder o RGA, precisamos perguntar: por quê? Onde o dinheiro está sendo aplicado? Quais são as prioridades? Existem despesas que podem ser revistas?", questiona.
"Dinheiro público não é infinito. E justamente por isso, cada escolha precisa ser discutida, justificada e fiscalizada", finaliza.
Veja vídeo:
Relacionadas

Novo comando do TCE-MT exonera 16 servidores alvos de operação da PF; veja a lista completa

Após críticas na base aliada, Michelle Bolsonaro se pronuncia nos stories, sai em defesa de lideranças e diz que Jair Bolsonaro pede “união” da direita

Em marco histórico, Papa Leão XIV torna-se o primeiro pontífice a votar em eleições nos EUA

Lula se reúne com Mauro Vieira para tratar do futuro da relação com os EUA e alinha prioridades do próximo mandato

Medeiros projeta avanço de pedidos de impeachment contra ministros do STF no Senado

