Cattani não recua e mantém proposta para retirar nome da filha da ALMT
Durante a entrevista, Cattani acusou Barranco de desrespeitar a memória da filha ao afirmar que ela teria arma de fogo.

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que não irá retirar o projeto que pede a remoção do nome da filha, Raquel Cattani, da sala da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Roda de Entrevista”, na noite desta quinta-feira (7).
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Segundo Cattani, a proposta foi motivada por declarações feitas pelo deputado Valdir Barranco (PT), durante debate sobre um projeto relacionado ao acesso de mulheres a armas de fogo para defesa pessoal. Na ocasião, o parlamentar petista citou o feminicídio de Raquel Cattani ao criticar a proposta.
Durante a entrevista, Cattani acusou Barranco de desrespeitar a memória da filha ao afirmar que ela teria arma de fogo.
“Ele disse que a Raquel tinha arma, e isso é mentira. A Raquel nunca teve arma”, afirmou o deputado.
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O parlamentar do PL também reclamou da ausência de manifestações da Procuradoria Especial da Mulher após o episódio. Segundo ele, nem mesmo a presidente do órgão na Assembleia, a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o procurou para tratar do caso.
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A proposta gerou reação dentro da Assembleia Legislativa. O presidente da Casa, Max Russi (Podemos), pediu publicamente durante a sessão da última quarta-feira (6), para que Cattani desistisse da medida e mantivesse a homenagem à filha.
Segundo Russi, o nome de Raquel simboliza o enfrentamento à violência contra a mulher e a luta contra o feminicídio em Mato Grosso.
“Eu não vou retirar o projeto”, afirmou Cattani.
Raquel Cattani foi assassinada em julho de 2024, em Nova Mutum. As investigações da Polícia Civil apontaram que o crime foi planejado pelo ex-marido dela, com apoio do irmão.
O caso teve forte repercussão no Estado e levou a ALMT a aprovar homenagem dando o nome da jovem à sala da Procuradoria Especial da Mulher. A iniciativa havia sido tratada como símbolo de combate ao feminicídio dentro do Parlamento estadual. Agora, porém, a homenagem virou centro de um novo embate político entre parlamentares da base bolsonarista e da esquerda na Assembleia.
Após a repercussão das falas de Barranco, Cattani afirmou que considera inadequado manter o nome da filha vinculado ao espaço sem uma retratação pública sobre as declarações feitas durante o debate.
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