Cattani rebate Wellington e defende continuidade das obras do Parque Novo Mato Grosso: "A gente pode fazer as duas coisas"

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) se posicionou contra a proposta do senador Wellington Fagundes (PL) de interromper as obras do Parque Novo Mato Grosso para destinar recursos à construção de moradias populares. Para o parlamentar, Mato Grosso possui capacidade financeira para investir nas duas áreas sem necessidade de paralisar o empreendimento.
A proposta de Wellington, que é pré-candidato ao Governo do Estado, prevê suspender a conclusão do complexo de lazer e eventos, orçado em cerca de R$ 1 bilhão, e direcionar os recursos para programas habitacionais caso seja eleito.
Mesmo integrando o mesmo partido do senador, Cattani afirmou que não vê justificativa para interromper uma obra que já está em fase avançada de execução.
"Não se deve parar uma obra que está caminhando a passos largos, porque o Estado tem condição de fazer as duas coisas. Se eu pudesse dar uma opinião, diria que pode-se fazer as duas coisas, porque o Estado tem condições para isso", declarou.
Segundo o deputado, o Governo de Mato Grosso dispõe de recursos suficientes para ampliar investimentos em habitação e saneamento sem comprometer projetos estruturantes que já estão em andamento.
"Temos, hoje, em caixa bilhões de reais que podem ser usados e devem ser usados na habitação e no saneamento também. A gente pode fazer as duas coisas", acrescentou.
Cattani também defendeu a ampliação das políticas habitacionais no Estado. Na avaliação dele, a construção de moradias populares pode contribuir para reduzir ocupações irregulares e conflitos fundiários.
A manifestação ocorre em meio à repercussão da proposta de Wellington Fagundes, que já havia sido alvo de críticas do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Nos últimos dias, o ex-chefe do Executivo classificou a sugestão como uma "estupidez" e saiu em defesa da conclusão do Parque Novo Mato Grosso.
Essa versão está mais próxima do padrão de portal político, porque abre com o conflito, contextualiza rapidamente e mostra que Cattani entra em uma discussão que já envolve Wellington e Mauro Mendes. Isso dá mais peso jornalístico à matéria.
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