Em MT, Alckmin defende expansão ferroviária e aposta em biocombustíveis para impulsionar economia

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (20), durante agenda em Mato Grosso, que o governo federal pretende ampliar os investimentos em infraestrutura logística, fortalecer o crédito para o agronegócio e incentivar a produção de biocombustíveis. Em visita ao terminal ferroviário de Dom Aquino, ele anunciou a liberação de R$ 14 bilhões por meio do programa Move Agrícola e defendeu a continuidade da Ferrovia Estadual de Mato Grosso até Lucas do Rio Verde.
Alckmin participou da inauguração do primeiro trecho operacional da ferrovia estadual, empreendimento considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola mato-grossense. Durante coletiva de imprensa, o vice-presidente destacou a participação do governo federal no financiamento da obra, que recebeu recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).
Segundo ele, dos cerca de R$ 5 bilhões investidos nesta etapa do projeto, R$ 2 bilhões foram financiados pelo BNDES e outros R$ 500 milhões pela Sudeco.
"Vamos trabalhar para apoiar mais ainda a indústria ferroviária, quem ganha é a população, ajuda o meio ambiente, emite menos carbono e gás de efeito estufa, diminui acidentes e reduz custo, melhora a competitividade, melhorando a logística. Estamos no 5º maior país do mundo, que é o Brasil. Um município brasileiro é maior que Portugal, Altamira, no Pará, é maior que Portugal. Nós temos 5.570 municípios. A logística é fundamental", afirmou.
Ao defender a expansão da malha ferroviária nacional, Alckmin ressaltou a importância de Mato Grosso para a economia brasileira e afirmou que o governo pretende apoiar a continuidade da ferrovia até Lucas do Rio Verde, um dos principais polos produtores do país.
"Uma grande alegria participar dessa inauguração. São 166 quilômetros de ferrovia, importantíssimo, levando a produção de todo o estado de Mato Grosso para o maior porto da América Latina, que é o Porto de Santos. Vamos trabalhar para que ela possa ter continuidade até chegar a Lucas do Rio Verde", declarou.
A ferrovia estadual é considerada uma das principais obras de infraestrutura em andamento no Centro-Oeste. Quando concluída, deverá ampliar a capacidade de transporte de grãos, fertilizantes e outros insumos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do agronegócio mato-grossense.
Durante o evento, Alckmin também destacou que o governo federal trabalha para ampliar a participação das ferrovias na matriz de transporte de cargas do país.
"Hoje na matriz do transporte brasileiro 20% é ferrovia. A meta é chegar a 35%, vamos correr para poder ampliar", afirmou.
Crédito para o setor agropecuário
Além da pauta logística, o vice-presidente anunciou medidas voltadas ao financiamento do setor produtivo. Segundo ele, o programa Move Agrícola já está disponível para produtores rurais interessados na aquisição de máquinas e implementos.
"Primeiro, o Move Agrícola está liberado. São R$ 14 bilhões com juros de 9,2% para compra de tratores e implementos agrícolas. Isso vai dar um impulso ao setor do agro", disse.
A medida integra a estratégia do governo para estimular a modernização da produção agrícola e ampliar a capacidade de investimento dos produtores rurais.
Alckmin também citou o programa Move Brasil, destinado à renovação da frota de caminhões e implementos rodoviários utilizados no transporte de cargas.
Segundo ele, a iniciativa disponibiliza R$ 21 bilhões em crédito para o setor.
"R$ 10 bilhões já foram rapidamente. Já está liberado, Caixa Econômica, Banco do Brasil e toda a rede privada, juros pela metade praticamente", afirmou.
Incentivo aos biocombustíveis
Durante a agenda em Mato Grosso, Alckmin também destacou medidas voltadas à ampliação da participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira, segmento considerado estratégico para estados produtores de soja, milho e etanol.
Segundo o vice-presidente, o percentual de etanol misturado à gasolina deverá passar de 30% para 32% após deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
"O etanol que estava em 27,5% na gasolina foi para 30%. Quarta-feira, a CNPE aprova 32%. Não tem ninguém no mundo que na gasolina tenha 32% de etanol", declarou.
Sobre o biodiesel, Alckmin afirmou que a mistura obrigatória ao diesel chegou a 15%, percentual que, segundo ele, fortalece a cadeia produtiva de oleaginosas e combustíveis renováveis.
"O biodiesel que estava em 13%, o governo anterior reduziu para 10%, fechou um monte de fábricas de biodiesel e nós chegamos a 15%. Também não tem no mundo quem tenha no diesel 15% de bio", disse.
A visita do vice-presidente ocorreu em meio ao avanço de projetos logísticos considerados prioritários para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Ao lado de autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo, Alckmin reforçou o compromisso do governo com a ampliação da infraestrutura de transporte e com políticas de incentivo ao agronegócio e aos combustíveis renováveis, áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico
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