Empresário nega perseguição política a presidente do Novo e diz que discussão começou após incidente de trânsito

O empresário Carlos Eduardo Caliman, proprietário das franquias Kopenhagen e Brasil Cacau em Rondonópolis, divulgou um vídeo nesta quinta-feira (5) para contestar as acusações de que teria perseguido a presidente municipal do Partido Novo, Raquel Mattei, por motivação política. Segundo ele, o episódio teve origem em um desentendimento no trânsito e não estaria relacionado a divergências ideológicas.
A manifestação ocorre após a repercussão de um vídeo publicado por Raquel nas redes sociais, no qual ela afirma ter sido perseguida e hostilizada por um motorista durante cerca de quatro quilômetros pelas ruas da cidade.
Na gravação, Caliman pede desculpas à dirigente partidária, à filha dela e às demais pessoas que se sentiram ofendidas pela situação. Ele, no entanto, sustenta que os fatos ocorreram de forma diferente da versão apresentada publicamente.
“Queria pedir desculpas à dona Raquel, à Nathalie e a todas as pessoas que se sentiram ofendidas pelo incidente. Mas não foi o que aconteceu na realidade. Eu quase bati o carro e poderia ter tido um prejuízo grande”, afirmou.
De acordo com o empresário, a discussão começou após um veículo supostamente invadir sua faixa de trânsito, quase provocando uma colisão. Ele relata que, ao gesticular para a motorista, percebeu que se tratava de Raquel Mattei, momento em que houve troca de ofensas entre os dois.
Caliman admitiu que o episódio o fez lembrar de uma lista compartilhada após as eleições de 2022 que, segundo ele, incentivava o boicote a estabelecimentos supostamente ligados à direita política. Entre as empresas citadas estariam as lojas Kopenhagen e Brasil Cacau administradas por ele.
Apesar da referência ao histórico político, o empresário afirmou que o ocorrido nesta semana não teve relação com posicionamentos partidários.
“Não tem nada a ver com política. Eu apenas penso diferente deles politicamente e ideologicamente e acho que tenho que ser respeitado por isso. Da mesma forma, respeito a opinião deles”, declarou.
O empresário informou ainda que registrou boletim de ocorrência e que seu advogado acompanha o caso. Segundo ele, a denúncia inclui supostos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição.
Em outro trecho do vídeo, Caliman voltou a negar que tenha perseguido Raquel por razões políticas e afirmou que apenas tentou entender o que havia acontecido no trânsito.
“Eu não fui atrás dela por causa de política ou qualquer desavença política. Fui atrás para entender o que aconteceu. Quase houve uma batida. Foi por isso que eu fui atrás”, disse.
Ao final da gravação, o empresário defendeu o encerramento do conflito e convidou Raquel Mattei e o pré-candidato a deputado federal Vinícius Santana para visitarem sua loja.
Acusação de perseguição
A polêmica começou após Raquel Mattei relatar nas redes sociais que foi perseguida por um motorista enquanto trafegava por Rondonópolis. Segundo ela, o condutor teria jogado uma caminhonete contra seu veículo diversas vezes e a seguido até a entrada do condomínio onde mora.
De acordo com a presidente do Novo, ela estava acompanhada da filha e acredita que a motivação do episódio tenha sido um adesivo do pré-candidato Vinícius Santana afixado em seu carro.
“Fui perseguida, humilhada e xingada por um homem furioso, que me perseguiu por mais de quatro quilômetros. Ele jogou a caminhonete em cima do meu carro várias vezes, quase provocando um acidente”, afirmou.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
Assista vídeo:
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