Eraí Maggi crava Pivetta como futuro governador de Mato Grosso e reforça continuidade de grupo político
“Eu só sei que o Pivetta vai ser o governador e está tudo certo”, declarou à imprensa.

O megaempresário do agronegócio Eraí Maggi voltou a defender publicamente, nesta quarta-feira (27), o nome do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para disputar o comando do Palácio Paiaguás nas eleições de 2026. Considerado um dos principais entusiastas da pré-candidatura de Pivetta, Eraí afirmou acreditar na continuidade do atual grupo político à frente do Governo de Mato Grosso.
Ao comentar o cenário eleitoral do Estado, o empresário foi direto ao afirmar que vê a eleição de Pivetta como certa.
“Eu só sei que o Pivetta vai ser o governador e está tudo certo”, declarou à imprensa.
A manifestação ocorre em meio às articulações políticas para a sucessão do governador Mauro Mendes (União Brasil), que está em seu segundo mandato e não poderá disputar novamente o cargo. Nos bastidores, Pivetta é tratado como o principal nome do grupo governista para manter a continuidade da atual gestão estadual.
Durante a entrevista, Eraí comparou o perfil político e administrativo de Pivetta ao dos ex-governadores Blairo Maggi e Mauro Mendes, destacando características como foco, persistência e dedicação à gestão pública.
“Pivetta toca legal. Tem a pegada que Mauro e Blairo tiveram. Cada um direcionando para um tipo de projeto, sempre dedicados aos novos rumos. Mato Grosso teve sorte de ter esse tipo de liderança, com ideias diferentes”, afirmou.
Eraí também relembrou a trajetória de Pivetta como prefeito de Lucas do Rio Verde, município administrado por ele em três mandatos — entre 1997 e 2004 e depois entre 2013 e 2016. Segundo o empresário, o modelo implantado pelo atual vice-governador transformou a cidade em referência de desenvolvimento econômico e industrialização.
“Pivetta promoveu Lucas do Rio Verde. Industrializou a cidade, e o resto de Mato Grosso e até do Brasil copiou o que o Pivetta fez. Ele é persistente, vai em cima e é focado nos assuntos principais. Além disso, delega bem”, declarou.
O empresário ainda ressaltou a força política do grupo aliado de Pivetta em Lucas do Rio Verde e avaliou que a capacidade de articulação e delegação do vice-governador poderá contribuir para projetos estruturantes no Estado.
“Ele tem grupo. Se você for em Lucas, verá que o grupo dele é ferrenho, está grudado. E o Pivetta sempre teve essa capacidade de delegar. Vai sobrar tempo para pensar nesses grandes projetos que vão facilitar a vida de todo mundo em Mato Grosso”, disse.
Além de Otaviano Pivetta, outros nomes já aparecem nas discussões sobre a disputa ao Governo de Mato Grosso em 2026. Entre eles estão o senador Wellington Fagundes (PL), que já manifestou interesse em disputar o Palácio Paiaguás; o senador Jayme Campos (União Brasil), frequentemente citado nos bastidores como possível candidato; e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que também é apontado como nome competitivo para a sucessão estadual. O cenário, no entanto, ainda depende das articulações partidárias e da definição dos grupos políticos nos próximos meses.
Veja vídeo:
Relacionadas

Novo comando do TCE-MT exonera 16 servidores alvos de operação da PF; veja a lista completa

Após críticas na base aliada, Michelle Bolsonaro se pronuncia nos stories, sai em defesa de lideranças e diz que Jair Bolsonaro pede “união” da direita

Em marco histórico, Papa Leão XIV torna-se o primeiro pontífice a votar em eleições nos EUA

Lula se reúne com Mauro Vieira para tratar do futuro da relação com os EUA e alinha prioridades do próximo mandato

Medeiros projeta avanço de pedidos de impeachment contra ministros do STF no Senado

