Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
VEJA VÍDEO

Flávio mostra preparo no JN, defende Bolsonaro e apresenta propostas para o Brasil

Candidato do PL reafirmou compromisso com resultado das urnas, rebateu questionamentos sobre Banco Master, criticou Lula e apresentou posições sobre economia, segurança e relações com os Estados Unidos

Design sem nome

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) mostrou preparo e firmeza durante a entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta sexta-feira (28). Em uma sabatina marcada por temas sensíveis, Flávio defendeu o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirmou que respeitará o resultado das urnas e aproveitou o espaço para apresentar suas posições sobre economia, segurança pública e a relação do Brasil com os Estados Unidos.

Questionado pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli sobre uma eventual derrota nas eleições de 2026, Flávio foi direto ao afirmar que respeitará o processo eleitoral e o resultado das urnas.

A declaração ocorreu durante perguntas relacionadas às acusações de tentativa de golpe de Estado envolvendo Jair Bolsonaro. Flávio contestou as acusações contra o pai, classificou como uma “farsa” a narrativa de golpe e defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O candidato também voltou a defender o direito de seu pai de disputar politicamente e criticou o que considera decisões judiciais excessivas contra integrantes da direita.

Banco Master

Um dos principais assuntos da entrevista foi o caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio foi questionado sobre sua relação com o empresário e sobre os recursos destinados à produção do filme Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro.

Segundo as informações apresentadas durante a sabatina, Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para o projeto.

Flávio defendeu o financiamento privado e afirmou não haver irregularidade na operação.

“Não tem nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para o filme do próprio pai.”

O candidato também destacou que não houve utilização de dinheiro público ou de recursos da Lei Rouanet na produção e negou que o financiamento tenha criado qualquer tipo de contrapartida política.

Durante a resposta, Flávio ainda questionou a Globo ao citar relações comerciais mantidas pelo banqueiro com a própria emissora. O candidato argumentou que, se investimentos privados de Vorcaro em produções da Globo são tratados como operações comerciais, o mesmo critério deveria ser aplicado ao filme sobre seu pai.

A declaração provocou um dos momentos mais tensos da entrevista, com Flávio mantendo a defesa de sua posição diante dos questionamentos dos jornalistas.

Críticas ao governo Lula

Flávio também utilizou a sabatina para fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao responder sobre o Banco Master, o candidato cobrou explicações sobre contatos de Lula com o banqueiro Daniel Vorcaro e defendeu que as relações do empresário sejam investigadas de maneira ampla, independentemente de proximidade política.

O mesmo tom foi adotado quando o assunto passou para a relação entre Brasil e Estados Unidos.

Tarifaço e Estados Unidos

Flávio responsabilizou o governo Lula pelo agravamento da relação comercial com os Estados Unidos e pelo tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.

Questionado sobre a atuação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), nos Estados Unidos, Flávio afirmou que Eduardo errou ao comemorar as tarifas impostas ao Brasil, mas defendeu a atuação dele no exterior.

Na avaliação do candidato, a política externa adotada pelo governo Lula contribuiu para o desgaste da relação com Washington.

“Foi o Lula que cavou essa tarifa. Parabéns, Lula, você conseguiu tarifar as empresas brasileiras.”

Sobre o Pix, Flávio afirmou que o sistema não será colocado em negociação com outros países.

“O Pix é sagrado, é do brasileiro. É inegociável.”

Segurança e Adriano da Nóbrega

A segurança pública também entrou na pauta. Flávio foi questionado sobre sua relação com Adriano da Nóbrega, ex-policial militar do Rio de Janeiro que foi morto em 2020.

O candidato explicou que conheceu Adriano quando ele ainda era policial e defendeu a homenagem concedida a ele durante seu período como deputado estadual.

Flávio também respondeu sobre a contratação de familiares de Adriano para seu gabinete e negou que isso representasse qualquer relação com atividades criminosas.

O candidato sustentou que suas decisões ocorreram dentro da legalidade e voltou a defender uma política de segurança pública mais rigorosa no combate ao crime organizado.

Economia e dívida pública

Na economia, Flávio defendeu uma redução da estrutura do governo e maior controle sobre as despesas públicas.

Entre as medidas citadas estão a redução do número de ministérios, revisão de gastos e utilização de tecnologia para melhorar a fiscalização das contas públicas.

O candidato também criticou o crescimento da dívida pública e afirmou que seu governo teria como prioridade o equilíbrio fiscal.

Flávio defendeu ainda a redução dos juros e criticou a condução econômica do governo Lula.

Meio ambiente

Na questão ambiental, Flávio defendeu uma política que, segundo ele, precisa conciliar preservação e desenvolvimento econômico.

Questionado sobre mudanças climáticas, o candidato contestou a atribuição de eventos extremos exclusivamente à ação humana e apresentou uma visão crítica em relação a determinadas políticas ambientais.

Preparação para a entrevista

Flávio também chamou atenção por chegar à sabatina preparado para os temas que seriam abordados. Durante a entrevista, as câmeras registraram anotações escritas na palma de sua mão.

A estratégia repercutiu nas redes sociais, mas não impediu que o candidato respondesse aos questionamentos sobre os principais assuntos da disputa presidencial.

Ao longo dos cerca de 40 minutos de entrevista, Flávio manteve como principais linhas de discurso a defesa do legado de Jair Bolsonaro, críticas ao governo Lula e a apresentação de propostas para um eventual governo.

Saúde

No fim da sabatina, Flávio anunciou Claudio Lottenberg como seu nome para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo.

A entrevista marcou a participação de Flávio na série de sabatinas da Globo com candidatos à Presidência. Ao deixar o estúdio, o candidato havia passado por uma série de questionamentos sobre sua família, sua trajetória política e temas centrais da campanha, mas também aproveitou o espaço para apresentar suas posições e reforçar o discurso de oposição ao governo Lula.

A participação colocou Flávio no centro do debate eleitoral desta sexta-feira e serviu para apresentar ao eleitor suas principais propostas e posicionamentos para a disputa presidencial de 2026.

Veja vídeo:

 
 
Ver essa foto no Instagram
 

Um post compartilhado por g1 (@portalg1)

Relacionadas