Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Júlio Campos projeta que até 18 deputados podem se reeleger nas eleições de outubro

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O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) avalia que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) deverá manter a maior parte dos atuais parlamentares após as eleições de outubro. Em conversa com jornalistas nesta quarta-feira (20), o parlamentar afirmou acreditar em uma baixa renovação no Legislativo estadual, cenário que, segundo ele, vem se repetindo nas últimas legislaturas.

“A renovação da Assembleia Legislativa vem sendo muito pouca. Acredito que a reeleição será de 18 para cima. Porque só não trabalha quem não quer”, declarou durante entrevista ao programa Opinião, da TV Pantanal.

Atualmente, a Assembleia Legislativa é composta por 24 deputados estaduais. Caso a projeção se confirme, apenas cerca de seis novas cadeiras seriam ocupadas na próxima legislatura.

Entre os atuais parlamentares, a deputada Janaina Riva (MDB) é a única que já confirmou que não disputará a reeleição para a Assembleia, já que deverá concorrer ao Senado Federal.

Na avaliação de Júlio Campos, um dos fatores que fortalecem a permanência dos deputados no cargo é a estrutura disponibilizada aos parlamentares e o volume de emendas parlamentares destinadas aos municípios.

Neste ano, cada deputado estadual possui cerca de R$ 27,5 milhões em emendas para indicação dentro do orçamento estadual, recursos que podem ser aplicados em áreas como saúde, educação, infraestrutura, cultura, esporte e lazer.

“Tem avião, horário para voar, tem automóveis. E tem cerca de R$ 30 milhões por ano para dar aos municípios em emendas. Se o cara andar com seriedade, tem no mínimo cinco ou seis prefeitos apoiando sua reeleição”, afirmou.

O parlamentar também avaliou que a estrutura de atuação dos deputados estaduais em Mato Grosso se tornou mais robusta nos últimos anos.

“A estrutura que um deputado estadual comum tem é melhor do que a do Senado da República. Nunca tivemos uma estrutura para você fazer um desempenho político tão grande”, completou.

Nos bastidores políticos, dirigentes partidários também trabalham com a perspectiva de baixa renovação na Assembleia Legislativa em 2026, especialmente em razão da força política dos atuais mandatários nos municípios e da capilaridade construída durante os mandatos.

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