Lula lança candidatura à reeleição e mira voto feminino após chamar Janja ao palco em convenção do PT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou oficialmente neste domingo (2) sua candidatura à reeleição durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada em São Paulo. O evento confirmou a chapa com Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente e marcou o início da estratégia eleitoral do petista em busca de um quarto mandato.
Um dos principais focos do discurso de Lula foi a aproximação com o eleitorado feminino. No entanto, durante a convenção, o presidente chamou atenção para uma falha na organização do evento: nenhuma mulher havia sido incluída entre os oradores oficiais.
Antes de concluir seu pronunciamento, Lula interrompeu a programação e chamou a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, ao palco.
"Não é possível que a gente tenha esquecido do principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar", afirmou.
Segundo Lula, Janja não estava prevista para discursar, mas foi convidada a falar em nome das ações do governo voltadas às mulheres e ao combate ao feminicídio.
Em sua fala, a primeira-dama afirmou que as mulheres serão decisivas para a reeleição do presidente e destacou a importância das políticas públicas de inclusão social.
"Somos nós, mulheres, que vamos eleger você novamente", declarou Janja.
Antes dos discursos oficiais, Marina Silva, Simone Tebet e Benedita da Silva participaram de entrevistas transmitidas pelo partido. Na programação principal, porém, os primeiros discursos foram feitos pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, pelo ex-ministro Fernando Haddad e pelo vice Geraldo Alckmin.
Lula defende soberania e critica modelo de governo
Durante o discurso, Lula afirmou que pretende disputar a eleição apresentando resultados da atual gestão e declarou que não quer ser lembrado apenas pelos programas de transferência de renda.
"Eu não quero ser mais o presidente só do Bolsa Família", disse.
O presidente também defendeu a soberania nacional, investimentos em desenvolvimento econômico e afirmou que pretende ampliar políticas voltadas aos idosos.
Em tom mais firme, Lula afirmou que, em um eventual quarto mandato, não pretende repetir a postura conhecida como "Lulinha paz e amor".
"Quero o Lulinha porreta, que vai fazer o que a gente ainda não fez", declarou.
Alckmin reforça parceria e critica Bolsonaro
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a parceria com Lula e fez críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, citando temas como vacinação durante a pandemia e preservação ambiental.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que a eleição será uma disputa entre projetos diferentes para o país, enquanto Fernando Haddad defendeu Lula como um líder preparado para enfrentar um cenário internacional de instabilidade.
A campanha petista terá como principais bandeiras a defesa da democracia e da soberania nacional, temas que devem ser explorados ao longo da disputa eleitoral.
Relacionadas

Novo comando do TCE-MT exonera 16 servidores alvos de operação da PF; veja a lista completa

Após críticas na base aliada, Michelle Bolsonaro se pronuncia nos stories, sai em defesa de lideranças e diz que Jair Bolsonaro pede “união” da direita

Em marco histórico, Papa Leão XIV torna-se o primeiro pontífice a votar em eleições nos EUA

Lula se reúne com Mauro Vieira para tratar do futuro da relação com os EUA e alinha prioridades do próximo mandato

Medeiros projeta avanço de pedidos de impeachment contra ministros do STF no Senado

