Mauro fala em “Comitê da Maldade” e acusa movimento em Brasília contra sua pré-candidatura ao Senado e cita atuação de ex-governador

O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou nesta quinta-feira (25) que há um “Comitê da Maldade” atuando em Mato Grosso e em Brasília com o objetivo de produzir notícias falsas e desgastar sua imagem política e sua pré-candidatura ao Senado. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele também disse acreditar na Justiça e em Deus e afirmou que “nenhuma mentira” irá impedir sua atuação política.
A declaração foi feita após a divulgação de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu investigação sobre o credenciamento do Banco Master para operação de crédito consignado a servidores estaduais. O procedimento foi instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tramita sob sigilo.
Mendes afirmou ainda que a investigação ganhou repercussão um dia após ele anunciar intenção de disputar uma vaga no Senado Federal.
Sem citar nomes, ele mencionou a atuação de um ex-governador de Mato Grosso, também pré-candidato ao Senado, que estaria usando influência em Brasília para provocar a abertura de investigações. A referência é ao ex-governador Pedro Taques (PSB). Mauro também citou que outros políticos de Mato Grosso estariam atuando para impulsionar o andamento da apuração.
“Tenho ouvido nos bastidores da política que o ex-governador, que também é candidato ao Senado, tem andado por Brasília usando da sua influência no Ministério Público Federal, junto com alguns políticos aqui de Mato Grosso, para criar, para fabricar algum tipo de operação”, disse.
Mendes negou irregularidades no credenciamento do Banco Master e afirmou que a ampliação da margem consignável em 2023 ocorreu a pedido da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e permitiu o credenciamento de 24 instituições financeiras.
“O Banco Master foi apenas mais um entre esses 24 e sequer foi o primeiro a se cadastrar”, afirmou.
O ex-governador também disse não ter relação com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Ele ainda citou uma investigação de 2014 que foi arquivada e afirmou acreditar que há tentativa de repetir o episódio para atingir sua imagem.
“O que eles estão tentando, de novo, e a todo custo, é aplicar esse golpe novamente para tentar me prejudicar”, disse.
A investigação do STJ envolve o credenciamento do sistema Credcesta, ligado ao Banco Master, para servidores de Mato Grosso em 2023, segundo revelou a imprensa.
Veja vídeo:
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