Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Max diz que denunciou investigados da operação após ataques nas redes sociais: "Crítica é uma coisa, ataque pessoal é outra”

Além de Max Russi, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), também aparece entre as vítimas citadas na investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

max russi

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou nesta quarta-feira (20) que foi o responsável por denunciar os investigados na Operação Stop Hate deflagrada nesta quarta-feira (20), pela Polícia Civil de Mato Grosso. De acordo com o parlamentar, ele foi vítima de ataques e publicações ofensivas disseminadas nas redes sociais.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil em Rondonópolis e apura a atuação de um grupo suspeito de promover perseguição virtual, calúnia, difamação e injúria qualificada contra autoridades públicas por meio de perfis digitais.

Além de Max Russi, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), também aparece entre as vítimas citadas na investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).

Os empresários Juliana Guimarães e Ricardo Ribeiro foram alvos das medidas judiciais cumpridas nesta quarta-feira. Durante a operação, a Polícia Civil executou mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

Em conversa com jornalistas, Max Russi afirmou que decidiu procurar as autoridades após entender que as publicações ultrapassaram os limites da crítica política.

“Fiz a denúncia porque me senti agredido. Não posso aceitar que qualquer pessoa, por mera intenção de tentar me prejudicar a mando não sei de quem, venha me atacar”, declarou.

“Toda vez que acontecer isso, vou procurar o meu direito”, acrescentou.

Segundo o presidente da ALMT, críticas ao mandato fazem parte da atividade política, mas ataques pessoais e acusações sem comprovação não podem ser tratados como liberdade irrestrita nas redes sociais.

“Tem muita gente que não gosta do deputado Max, não gosta do meu mandato, do meu trabalho. Legal. Critique esse mandato, procure acompanhar, fiscalizar, estar em cima. Mas jamais com ataques pessoais. Infelizmente, a gente teve que tomar essa medida e faremos toda vez que vier com inverdades”, afirmou.

Max Russi também demonstrou preocupação com o avanço de ataques virtuais direcionados contra autoridades públicas e defendeu responsabilização em casos de publicações consideradas criminosas.

“Os meios digitais, internet, redes sociais não são um território livre para você falar o que quiser e de quem você quiser falar”, disse.

O deputado ainda afirmou que os ataques investigados não atingiram apenas políticos, mas também integrantes de outros órgãos públicos.

“Se fosse só eu, mas não. Tem membro da Polícia Federal que foi da mesma forma atacado porque tinha outros problemas e a pessoa não aceitou. Prefeitos, secretários”, relatou.

A Operação Stop Hate segue em andamento e as investigações devem analisar materiais apreendidos durante o cumprimento das ordens judiciais. Até o momento, a defesa dos investigados não havia se manifestado publicamente sobre o caso.

Operação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Stop Hate para cumprir cinco ordens judiciais no âmbito de investigações que apuram os crimes de perseguição (stalking), calúnia, difamação e injúria qualificada contra autoridades públicas dos poderes Legislativo e Executivo da cidade. Os ataques foram praticados por meio das redes sociais.

O cumprimento das ordens judiciais é coordenado por equipes da DRCI e conta com apoio da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

O termo em inglês “Stop Hate” significa literalmente “pare o ódio”. Nas redes sociais, é utilizado como lema de um movimento global de conscientização, cujo objetivo é combater o discurso de ódio (hate speech) e a disseminação de informações falsas (fake news) na internet.

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