Medeiros critica articulação e chama aliança PL-MDB de “incompatível”
"Com a inteligência que o senador Wellington tem, não creio que ele vai forçar a gente a uma situação dessa. É incompatível total”, afirmou.

O deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, afirmou nesta quarta-feira (6) que considera improvável uma aliança entre o PL e o MDB em Mato Grosso. Segundo o parlamentar, as duas siglas são “incompatíveis” e uma eventual união não se sustentaria na prática.
Em conversa com a imprensa, Medeiros foi direto ao comentar a possibilidade de composição com o partido da deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pré-candidata ao Senado.
“Por mim não teria de jeito nenhum. Seria uma dificuldade. Com a inteligência que o senador Wellington tem, não creio que ele vai forçar a gente a uma situação dessa. É incompatível total”, afirmou.
O parlamentar ainda comparou a possível coligação a um relacionamento sem consistência política. “É a mesma coisa que um casamento arranjado, vai estar no papel, mas não vai se realizar de fato”, disse.
Nos bastidores, o tema tem gerado desgaste dentro do grupo político. Conforme já noticiado, Medeiros e o senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo do Estado, tiveram atritos recentes. Um dos receios do deputado é que Wellington articule, durante as convenções partidárias, uma aliança com o MDB, o que poderia beneficiar a candidatura de Janaina Riva ao Senado.
Para Medeiros, essa composição prejudicaria diretamente o desempenho eleitoral do grupo. Ainda assim, ele reconheceu que, caso a decisão seja imposta pela direção partidária, não haveria alternativa imediata.
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Se a gente for forçado a ter uma coligação com o MDB, vamos fazer o quê? Não tem como desfiliar, não tem como ir para outro partido. Você vai ter que disputar a eleição, mas aí quem vai julgar é o eleitor”, declarou.
O deputado acredita que o impasse deve começar a ser resolvido ainda nesta quarta-feira (6), durante reunião em Brasília entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o senador Wellington Fagundes e o presidente estadual da sigla, Ananias Filho.
“O estopim disso aí foi essa questão do MDB. Creio que isso tende a se ajeitar e as coisas caminham”, concluiu.
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