Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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“Não ofereci vantagens em troca”, afirma Flávio Bolsonaro sobre negociação de patrocínio de filme

Na manifestação, o senador negou irregularidades e afirmou que a contratação envolveu apenas recursos privados.

FLÁVIO BOLSONARO

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou nesta terça-feira (13) uma nota em que defende a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, após a repercussão de reportagens que tratam do financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, “Dark Horse.

Na manifestação, o senador negou irregularidades e afirmou que a contratação envolveu apenas recursos privados.

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes dos bandidos”, afirmou.

“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou.

Entenda o caso

As declarações foram feitas após publicações do Intercept Brasil e da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que apontam supostas negociações envolvendo financiamento de uma produção audiovisual sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo as reportagens, teriam sido discutidas operações financeiras relacionadas ao projeto cinematográfico, com menção a valores milionários e registros de pagamentos em diferentes etapas da produção.

As publicações também citam a existência de áudios atribuídos ao senador e documentos ligados a transferências financeiras. Um publicitário ouvido pelas reportagens afirmou ter atuado na intermediação de repasses.

O caso passou a repercutir no meio político e pode motivar novos desdobramentos no Congresso Nacional, incluindo pedidos de apuração sobre as operações citadas nas reportagens.

Confira a nota de Flávio Bolsonaro íntegra:

Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos.

No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet.

Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro.

O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme.

Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro.

Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.

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