Mega Diário Cuiabá · Quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Paula Calil critica resistência de vereadoras à proposta que permite reeleição na Câmara de Cuiabá

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A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), criticou a resistência de parte das vereadoras à proposta de alteração do regimento interno da Casa que pode permitir sua candidatura à reeleição para o comando da Mesa Diretora no biênio 2027/2028.

Em declaração à imprensa na última terça-feira (26), Paula afirmou que seis vereadoras já se posicionaram contra a mudança regimental, o que, segundo ela, acaba enfraquecendo o espaço de participação feminina dentro do Legislativo cuiabano.

“Uma vedação por parte, principalmente das vereadoras. Temos seis vereadoras que se posicionaram contra essa alteração do regimento interno. Minando lutas de mulheres, porque quando você vota favorável na alteração do regimento interno, não está criando um presidente, está dando a oportunidade para que eu possa disputar a eleição da Mesa Diretora”, afirmou.

Atualmente, o regimento interno da Câmara impede a recondução consecutiva ao mesmo cargo da Mesa Diretora. Para que Paula possa disputar novamente a presidência da Casa, é necessária a aprovação de um projeto que altere essa regra.

Nos bastidores, o cenário indica divisão entre as parlamentares. Apenas a vereadora Samantha Iris e a própria Paula seriam favoráveis à proposta de reeleição.

A alteração regimental depende do apoio de pelo menos 18 vereadores para ser aprovada em plenário. Mesmo diante do impasse, Paula adotou um discurso conciliador e afirmou que pretende preservar o ambiente de harmonia dentro do Legislativo municipal.

“A gente não quer que esse ambiente, esse clima, tome conta da Câmara. Eu prezo muito por um bom ambiente, um ambiente de harmonia, com muita serenidade”, declarou.

Segundo a presidente, o diálogo entre os parlamentares continua, mesmo após o adiamento das discussões sobre a eleição da Mesa Diretora para depois do mês de outubro.

Paula também ressaltou que a eventual mudança no regimento não garantiria automaticamente sua permanência no comando da Câmara, mas apenas permitiria que ela disputasse a eleição em igualdade de condições com os demais parlamentares.

“O meu pedido, a minha luta com os demais pares [...] é para que a gente retire essa vedação interna [...] e que eu possa disputar de forma igualitária, de forma democrática, de forma legítima, as eleições da presidência da Câmara Municipal”, completou.

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