Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, ironiza e sugere que eleitores de Lula peçam demissão de empresas de bolsonaristas

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), causou polêmica ao comentar sobre rumores de que empresários estariam demitindo funcionários por terem votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em declaração recente, Abílio adotou um tom irônico ao se posicionar contra as demissões por parte dos patrões, sugerindo, em vez disso, que os próprios […]

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), causou polêmica ao comentar sobre rumores de que empresários estariam demitindo funcionários por terem votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em declaração recente, Abílio adotou um tom irônico ao se posicionar contra as demissões por parte dos patrões, sugerindo, em vez disso, que os próprios trabalhadores petistas peçam demissão de seus empregos para evitar um ambiente “opressor”.

Durante a entrevista, o prefeito inicialmente rejeitou a ideia de punir os funcionários pelo voto. “Eu não acho que a gente deve iniciar uma caça às bruxas dessa forma”, afirmou o prefeito, ressaltando que não é a favor de que os empregadores mandem embora quem votou em Lula.

No entanto, logo na sequência, Brunini inverteu a lógica da situação em tom de provocação. Utilizando termos frequentemente associados a críticas políticas, ele sugeriu que a permanência nesses empregos seria um sofrimento para os eleitores petistas. “Eu acho que o pessoal que votou no Lula tem que pedir demissão, porque é muito opressor trabalhar com bolsonarista”, declarou.

Em tom de deboche, Abílio continuou argumentando que os trabalhadores deveriam buscar empresas que preguem as mesmas liberdades que eles defendem, citando escalas de trabalho de três ou quatro dias por semana. “Porque os bolsonaristas não são bons chefes, né? Não são bons patrões. E a pessoa fica sofrendo nesse ambiente de trabalho”, ironizou, completando que seria muito opressor trabalhar com um “fascista”.

No mesmo vídeo, antes de abordar o tema das relações trabalhistas, Abílio também comentou a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do país, afirmando que ele “não deve nada” e “não está preso”, criticando o que chamou de perseguição política contra o parlamentar e sua família.

A declaração do prefeito repercutiu na imprensa mato-grossense, levantando debates sobre discriminação por convicção política no ambiente de trabalho. Ao final de sua fala, Brunini reiterou sua posição de que a decisão deve partir do funcionário e não do empregador: “Agora, o patrão mandar embora, eu sou contra. Eu acho que ele tem que deixar a liberdade da pessoa escolher”.

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