Prefeito do PL desafia determinação de Valdemar e confirma apoio a Pivetta: "Se eu for expulso, fazer o quê?"
Sérgio Machnic diz que continuará na campanha do governador mesmo após resolução do PL Nacional proibir filiados de pedir votos para candidatos de outros partidos.

Um dia após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, determinar que filiados da sigla estão proibidos de pedir votos para candidatos de outros partidos, o prefeito de Primavera do Leste (a 240 km de Cuiabá), Sérgio Machnic (PL), afirmou que manterá apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mesmo diante da possibilidade de sofrer sanções ou até ser expulso da legenda.
Machnic participou da convenção do Republicanos, realizada na noite de terça-feira (4), e declarou apoio à candidatura de Pivetta ao Governo de Mato Grosso. Questionado sobre a determinação da direção nacional do PL, o prefeito minimizou uma eventual punição.
"Se eu for expulso do partido, fazer o quê? Não tenho o que fazer. Como prefeito, eu tenho a responsabilidade de mais de 100 mil habitantes. Sou do PL, mas estou apoiando o Pivetta desde a convenção. Não posso abrir mão de mais de 100 mil habitantes por causa do partido."
A manifestação contraria a resolução assinada por Valdemar Costa Neto, que veda manifestações públicas de apoio de detentores de mandato do PL a pré-candidatos de outras legendas e prevê punições disciplinares aos filiados que descumprirem a norma.
Segundo Machnic, a decisão foi tomada pela direção nacional do partido e não passou por discussão com as lideranças estaduais.
"Essa decisão veio de Brasília, então não foi sentada e discutida. Mas acho que tudo vai estar certo. Vamos trabalhar e vamos ganhar a eleição. O governo vai continuar trabalhando por nós."
O prefeito também voltou a criticar a aliança entre PL e MDB em Mato Grosso, construída em torno da candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado.
"Essa coligação entre PL e MDB não dá certo, porque o PL é de direita e o MDB é de esquerda. Acho que não dá certo."
Apesar das críticas, Machnic afirmou que respeita o presidente estadual do partido, Ananias Filho, mas garantiu que manterá seus apoios na eleição.
"Respeito o partido, respeito o Ananias, mas vou trabalhar para o Flávio Bolsonaro, para o Pivetta, para o Fabinho, para o Zé Medeiros e para o Mauro Mendes."
A declaração amplia a divisão interna do PL em Mato Grosso. Enquanto a direção nacional reafirma o apoio à candidatura de Wellington Fagundes e proíbe manifestações em favor de adversários, parte das principais lideranças da sigla no Estado continua defendendo publicamente o projeto de reeleição de Otaviano Pivetta.
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