Vivência em aldeias Haliti-Paresi impulsiona divulgação de roteiro turístico de Tangará da Serra

As aldeias indígenas Katyalarekwa e Serra Dourada, em Tangará da Serra, abriram as portas nesta semana para jornalistas de veículos de comunicação de Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal. A visita faz parte da estratégia de divulgação do Projeto Menanehaliti, iniciativa que transformou comunidades do povo Haliti-Paresi em um roteiro de turismo de base comunitária.
Durante quatro dias, os profissionais conheceram experiências oferecidas aos visitantes, como trilhas em áreas de mata, banho no Rio Verde, oficinas da língua Aruak, apresentações culturais, esportes tradicionais, gastronomia típica e rodas de conversa sobre a história e os costumes do povo Haliti-Paresi.
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A iniciativa busca inserir Tangará da Serra entre os destinos de etnoturismo do país, segmento que cresce com a procura por experiências ligadas à cultura, à natureza e às comunidades tradicionais.
Participaram da visita jornalistas da Folha de S.Paulo, Estadão, Revista Viaje Mais, Brasilturis Jornal, Diário do Turismo, Hipernotícias, Descubra Mato Grosso e outros veículos especializados em turismo.
A programação foi organizada pela Agência Vivalá e pelo Instituto Samaúma, com apoio da Prefeitura de Tangará da Serra e da Associação Indígena Arara Azul.
Criado por cinco aldeias indígenas do município — Katyalarekwa, Serra Dourada, Oreke, Arara Azul e 2 Cachoeira — o Projeto Menanehaliti reúne roteiros conduzidos pelos próprios moradores. As atividades permitem que os visitantes conheçam o modo de vida da comunidade, participem de práticas tradicionais e tenham contato direto com aspectos da cultura Haliti-Paresi.
Segundo a jornalista Jocicleide Aiko, do Hipernotícias, a experiência proporcionou uma imersão na história e nos costumes do povo indígena.
"A expedição à comunidade Haliti-Paresi é uma verdadeira aula de história, geografia e vivência dos costumes indígenas. Um momento de conexão, aprendizado, diversão e, acima de tudo, de muita troca de experiências. Jamais imaginei viver tudo o que vivi na Aldeia Katyalarekwa. É incrível, uma verdadeira imersão na cultura ancestral do povo Haliti” afirmou Jocicleide Aiko, do jornal Hipernotícias.
O jornalista Tales Azzi, da Revista Viaje Mais, afirmou ter vivenciado pela primeira vez uma experiência de etnoturismo.
"Foi minha primeira vez no etnoturismo e também em uma aldeia indígena, dormindo nas casas tradicionais. É muito rico ouvir deles sobre a cultura ancestral do povo Haliti-Paresi. O que mais me chamou a atenção foi o orgulho que eles têm em compartilhar seus costumes, a língua, as danças e o modo de viver."
“Visitar a Aldeia Haliti Paresi foi uma experiência profundamente transformadora. Fui acolhida com muito carinho e respeito, e tive o privilégio de conhecer de perto uma cultura rica em valores, sabedoria e conexão com a natureza. Cada momento vivido me trouxe aprendizados que levarei para toda a vida. Mais do que uma viagem, foi um encontro com a essência da simplicidade, da força e da preservação das tradições. Parabenizo toda a comunidade pelo belíssimo trabalho que realiza e agradeço pela oportunidade de viver dias tão especiais. Espero que mais pessoas possam conhecer e valorizar essa cultura tão rica e inspiradora”, ressaltou a jornalista do Diário Jornal de São paulo, Luciana Lima.
O Projeto Menanehaliti nasceu da iniciativa de 5 Aldeias Indígenas de Tangará da Serra, sendo elas: Katyalarekwa, Serra Dourada, Oreke, Arara Azul e 2 Cachoeira.
Informações e agendamentos: site: https://menanehaliti.com.br/ telefone: (65) 4042-8042 Instagram: https://www.instagram.com/menanehaliti/
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