Mega Diário Cuiabá · Quarta-feira, 4 de novembro de 2026
SAFRA DE MILHO

Colheita do milho avança em Mato Grosso e estado caminha para safra recorde; estimativa de 52 milhões de toneladas

AGRO/ MILHO

A colheita do milho segunda safra 2025/26 começou em Mato Grosso e reforça a expectativa de uma produção recorde no maior estado produtor do cereal no país. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que os trabalhos alcançaram 0,57% da área cultivada até o último dia 22 de maio.

Embora o percentual ainda seja considerado inicial, o ritmo está 0,26 ponto percentual à frente do registrado no mesmo período da safra passada, indicando leve antecipação da colheita no estado.

A região Médio-Norte, principal polo produtor de milho de Mato Grosso, lidera o avanço das máquinas no campo, com 1,18% da área já colhida. Segundo o Imea, a maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento, especialmente nas áreas semeadas dentro da janela ideal de plantio, cenário que sustenta perspectivas positivas para a produtividade nesta temporada.

A expectativa é que a colheita ganhe força a partir de junho, quando a maior parte das áreas deverá atingir o ponto ideal de maturação. A previsão de redução dos volumes de chuva nas próximas semanas também tende a favorecer o avanço das atividades no campo.

Com as boas condições climáticas registradas ao longo do ciclo, Mato Grosso caminha para uma das maiores safras de milho da história. O Imea elevou recentemente a estimativa de produtividade média para 118,71 sacas por hectare, enquanto a produção total foi projetada em 52,65 milhões de toneladas.

Caso o volume se confirme, o resultado consolidará o estado como principal motor da produção nacional de milho, além de reforçar a oferta brasileira em um momento de aumento da concorrência global no mercado do cereal.

Apesar do cenário positivo para a produção, os preços seguem pressionados pela expectativa de ampla oferta internacional. Em Chicago, o contrato corrente do milho encerrou a última semana cotado a US$ 4,63 por bushel, acumulando queda de 0,45% no período.

Em Mato Grosso, o indicador do milho disponível fechou na média de R$ 42,53 por saca. Já na B3, o contrato corrente foi negociado a R$ 67,27 por saca, enquanto o indicador Cepea Campinas encerrou a semana em R$ 65,47 por saca.

A combinação entre safra cheia no Brasil, perspectiva recorde na Argentina e boas condições para a produção nos Estados Unidos vem ampliando a pressão sobre o mercado internacional do cereal. Mesmo assim, a demanda doméstica continua oferecendo sustentação parcial aos preços no estado, principalmente por parte das indústrias de etanol de milho e do setor de proteína animal.

Outro ponto acompanhado pelo mercado é o ritmo de comercialização da safra. Segundo o Imea, 47,30% da produção 2025/26 já havia sido negociada até maio. Já as vendas antecipadas da safra 2026/27 atingiram 2,75%.

Na avaliação do mercado, o comportamento do clima nos Estados Unidos e o avanço da colheita brasileira devem seguir como os principais fatores de direcionamento dos preços nas próximas semanas, em um cenário marcado por elevada oferta global e disputa crescente entre os grandes exportadores de milho.

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