Exportações de carne bovina aceleram e junho pode ter segundo maior volume da história

O Brasil caminha para registrar um dos melhores desempenhos já observados nas exportações de carne bovina. Dados analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que os embarques da proteína in natura alcançaram 187,08 mil toneladas até a terceira semana de junho, volume 10,87% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Mantido o ritmo atual de negócios, o país poderá encerrar o mês com aproximadamente 280,62 mil toneladas exportadas, resultado que colocaria junho de 2026 como o segundo melhor da série histórica para o período.
Além do avanço nos volumes, a valorização da carne brasileira no mercado internacional tem impulsionado a receita do setor. Segundo a análise do Imea, o preço médio da proteína exportada atingiu US$ 6.526,20 por tonelada, alta de 19,8% na comparação com junho de 2025. O movimento reflete a demanda aquecida dos principais compradores e o fortalecimento da competitividade brasileira no comércio global de carnes.
O cenário positivo ganhou reforço na última semana com o reconhecimento oficial da China ao status sanitário do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A medida é considerada estratégica para o setor pecuário, uma vez que amplia a confiança do mercado chinês e abre espaço para negociações envolvendo novos produtos e possíveis flexibilizações das cotas atualmente em vigor.
Maior comprador da carne bovina brasileira, a China segue como principal motor das exportações nacionais. O país asiático responde por parcela significativa dos embarques e tem demonstrado interesse em ampliar as importações de proteína animal nos próximos anos, segundo sinalizações feitas ao governo brasileiro durante as recentes tratativas bilaterais.
Para analistas do mercado pecuário, a combinação entre demanda internacional aquecida, preços em alta e avanços sanitários cria um ambiente favorável para a continuidade do crescimento das exportações ao longo do segundo semestre. O reconhecimento sanitário por parte dos chineses também fortalece a posição do Brasil em futuras negociações comerciais e pode ampliar o acesso da carne bovina nacional a segmentos de maior valor agregado.
O desempenho das exportações ocorre em um momento em que o setor busca consolidar novos mercados e ampliar sua presença global. Com um dos maiores rebanhos comerciais do mundo e liderança nas vendas externas de carne bovina, o Brasil segue beneficiado pela crescente demanda internacional por proteína animal, especialmente nos mercados asiáticos.
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